segunda-feira, 11 de abril de 2016

Na Estante: Tudo e Todas as Coisas


Eu verdadeiramente não tinha ideia do que esperar desse livro. Sempre que posso, faço isso. Ler algo sem esperar nada, sem ler sinopse ou resenhas. Foi maravilhoso isso, afinal, fui descobrindo a história junto com os personagens e vivendo cada momento com eles. O livro é de uma doçura sem tamanho, com um humor leve e delicado e, basicamente, fala sobre o amor em sua forma mais humana. Sem esquecer, é claro, que ele é narrado de uma forma única (além da narração, temos uma mistura de diário, com troca de mensagens e outras coisas do tipo). Eu só consegui largar o livro quando terminei a história, de verdade. Não vou negar, é clichê. Muito clichê, mas é bom isso. Afinal, como disse ali em cima, é uma história leve que acalma e todo o clichê ajuda muito nisso, ainda mais porque é muito bem escrito. Os detalhes, como sempre, vou contando ao longo da resenha, mas vocês podem saber que eu dei cinco lindas estrelas para essa história e que eu indico mil e uma vezes a leitura desse livro.

Madeline sofre, desde pequena, de uma doença muito conhecida, mas também muito rara. Ela é alérgica ao mundo e qualquer coisa, até mesmo o ar que respirarmos, pode ser fatal para ela. Com dezoito anos, tudo que ela conhece é pelo livros, que ela ama de paixão, pelos filmes que vê sempre que pode e, claro, pela internet. Como é a cor do mar, a sensação de pisar na grama depois de uma chuva ou até mesmo um primeiro dia de aula. Tudo, ela só sabe na teoria. Ela vive com sua mãe e passa os dias ao lado de sua melhor amiga, que também é sua enfermeira desde que ela consegue se lembrar, a Carla. E é aí que todas as coisas mudam. Uma família se muda para casa ao lado e, pela janela, Madeline começa a observá-los. 

"No início, não havia nada. E então, de repente, 
havia tudo." - Página 221

Tudo que eles faziam era fora do padrão que ela conhecia e, até mesmo, esperava. Ela fica fascinada com tudo aquilo e as coisas só triplicam de tamanho quando ela vê Olly pela primeira vez. Ele é um dos integrantes da nova família, que aparentava ter a mesma idade que ela, e ele até tenta falar com ela, mas é claro que ela não pode. O que ela não esperava, era que ele teria uma grande ideia. Troca de mensagens, é claro. Ela não precisava sair de casa para conversar com ele, ela só precisava digitar. Pelos olhos de Olly, Maddy (apelido que ele dá para ela), começa a ver que o mundo é realmente muito maior que o quarto branco e esterilizado dela. Ela vê que a a vida é cheia de coisas que vão bem além do que ela pode, inclusive, o amor. De uma hora para outra, as páginas dos livros e as imagens dos filmes não pareciam mais suficientes. Maddy precisava de mais, de muito mais. Ela precisava de tudo e de todas as coisas também. Mesmo que, para isso, ela arriscasse a própria vida.

"Pela primeira vez em muito tempo, desejo mais do 
que aquilo que tenho." - Página 83

A garra de Maddy consegue dar esperanças para qualquer pessoa. Ela é uma personagem muito forte que tinha em mãos todos os motivos do mundo para viver reclamando, mas ela não era assim. Olly é um personagem que, de começo, não temos certeza se vamos ou não gostar, mas não tem como. Ele conquista de uma forma rápida e quando damos conta, já era. Estamos realmente torcendo pelo que parece impossível. A personagem que tive mais dificuldade de lidar foi a mãe de Maddy. Uma médica que só pensava no tratamento da filha e que esquecia, muito rápido, que ela era, em primeiro lugar, humana. Eu entendo o lado dela, não deve ser nada fácil, mas com o decorrer da história (e o final dela) vemos muito mais sobre a mãe e as escolhas dela, o que deixou minha opinião ainda mais forte. Extras de lado, minha personagem favorita é a Carla. É gente como a gente e tudo que eu pensava, ela pensava igual. O modo que ela vê a vida consegue deixar tudo ainda mais leve e sem ela a história não teria a mesma graça.

Como disse lá em cima, é clichê. Eu imaginei um final e, por mais que os meios estivem errados na minha cabeça, o final estava certo. Não é muito complicado de imaginar, mas isso não tira os créditos do livro, nem um pouco. A história é feita para te colocar para cima e para, principalmente, te lembrar de aproveitar tudo que você tem, afinal, o simples fato de respirarmos já é uma benção. O livro é cheio de ilustrações e pensamentos que nos tiram da nossa realidade enquanto lemos, literalmente mágico. A diagramação também está linda e cheia de detalhes (que amo). Indico, como disse, mil vezes.

Tudo e Todas as Coisas
Autora: Nicola Yoon
Editora: Novo Conceito
Páginas: 304
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

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