segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Layla (Colleen Hoover)

Ok, vamos começar essa resenha com uma conversa séria. Esse livro, assim como Verity, é algo completamente diferente do que estamos acostumados a ler da autora (romances dramáticos que acabam com nossos corações e amamos cada segundo disso). O que é ótimo, de forma alguma isso é algo negativo... mas é sempre bom avisar. Quando terminei a leitura, fui ler algumas resenhas no goodreads e no skoob e vi algumas pessoas reclamando sobre esse fator. Estamos falando aqui de um romance sobrenatural. Quem descreveu assim foi a própria Colleen e, depois de ler, concordo plenamente com ela. De certa forma, o estilo do livro em questão me lembrou um pouco o da trilogia Never Never (Nunca Jamais), mas sem a parte do final me matando de raiva (não que eu tenha sido 100% fã do final aqui, mas pelo menos não fiquei com rancor no coração). No geral, o livro é um grande eita atrás de vixe e me deixou completamente doida. Eu só consegui parar quando terminei de ler (o que já deixa claro que li isso em uma tarde). O livro ficou com cinco estrelas e eu estou até agora com a cabeça bagunçada por conta dele. Já avisei, mas é bom repetir: É um livro com uma narrativa sobrenatural e, por isso, indicaria para maiores.

Layla conheceu Leeds durante o casamento da sua irmã. Ele fazia parte da banda que estava tocando na festa e os dois se sentiram atraídos instantaneamente. Os dois estavam meio perdidos na vida e, no momento que começaram a conversar, perceberam que não conseguiriam mais um ficar sem o outro. O que eles não esperavam, era que alguém do passado de Leeds não gostaria nem um pouco de toda a relação deles e colocaria a vida de ambos em perigo. Depois de semanas no hospital, Layla vai se recuperando fisicamente, mas mentalmente ela não é mais a mesma pessoa pela qual Leeds se apaixonou. Pensando em ajudar na recuperação da namorada, ele resolve levá-la para a pousada onde se conheceram, que agora está a venda, para ver se eles conseguem voltar ao ritmo do começo do relacionamento. O problema é que, ao chegar lá, o comportamento de Layla fica ainda mais entranho... e essa nem é a coisa mais estranha que está acontecendo por lá.


"Eu tenho essa noção de que se voltarmos para o ponto de partida, nós nunca vamos 

cruzar a linha de chegada." - Página 49 (Tradução Livre)


Willow é mais uma hóspede da pousada e ela, de alguma forma, está ligada a tudo que está acontecendo por ali e na vida dos dois que acabaram de chegar, mas eles só não sabem explicar muito bem onde as peças se encaixam. A cada dia que passa, Leeds fica ainda mais curioso para entender melhor e conhecer melhor Willow e toda a vida dela. O que ele não imaginava, era que isso poderia afetar não só ela, mas Layla também. Ele precisaria fazer uma escolha que, se errada, acabaria com a vida de todos os envolvidos na história. 


"Você disse que as coisas são caóticas dentro da mente de 

Layla." - Página 215 (Tradução Livre)


Ok. O vlog de leitura desse livro já saiu lá no canal e, quem for assistir, vai perceber o quão pirada esse livro me deixou. Achei que o lado sobrenatural dele me deixou um pouco ansiosa no começo, mas depois ficou (relativamente) tranquilo. Muito doido, mas tranquilo. Não é um livro de terror, é um romance... com atividades sobrenaturais. Dito isso, acho legal comentar que a base do livro em si me lembrou demais o outro livro que já citei aqui da autora, Verity. Eles são completamente diferentes, mas para quem já leu um, quando ler o outro vai entender o que quero dizer (eu acho). Ainda assim, Layla é diferente de tudo que já li até então e me prendeu muito. A cada descoberta eu ficava ainda mais ansiosa para entender toda a loucura que estava rolando por lá e eu sempre ficava boquiaberta encarando o livro em choque por alguns bons segundos.

O final me agradou muito? Não. Mas eu achei mega curioso e muito corajoso também. Algo que poderia ter dado completamente errado, mas que Colleen soube escrever muito bem (tanto que o livro ficou com cinco estrelas). Leeds é um personagem ok, mas quem rouba mesmo a cena o tempo inteiro são as donas da história toda, Willow e Layla. É um livro para ler com a cabeça bem aberta, afinal, o lado sobrenatural dele é bem criativo e muito doido (mas faz muito sentido no conjunto da obra). Em muitos momentos eu me pegava pensando se tudo que estava acontecendo por lá estava mesmo acontecendo, ou se os personagens estavam todos doidos e eu estava ficando maluca junto. Mas é tudo "real" mesmo na história e você vai entrando pro meio e querendo entender junto. É um caos bom. É algo que é emocionante no sentido de trazer emoções misturadas. Não entrou para o meu top cinco de favoritos da autora, mas definitivamente foi uma ótima leitura.

Layla
Autora: Colleen Hoover
Editora: Montlake
Páginas: 290
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

sábado, 16 de janeiro de 2021

Life and Death (Stephenie Meyer)

Quem acompanha o blog, o canal e meu instagram sabe que ano passado eu reli Crepúsculo (tem vlog de leitura) e me redescobri crepusculete (haha). Além disso, também li Midnight Sun quando o livro lançou (tem resenha no canal e vlog de leitura) e aí foi um caminho sem volta. Voltei a me sentir a menina de uns treze anos atrás (socorro) que era muito team Edward. Depois disso tudo, resolvi que ia ler o único dessa brincadeira toda que me faltava, O Vida e Morte (Life and Death) que, para quem não conhece, é a história que já conhecemos de Twilight, mas com os gêneros de todos os personagens (menos dos pais da Bella e ela justifica isso na introdução) trocados. Ou seja, agora temos uma vampira que se apaixona por um humano. Inicialmente, achei a ideia bem genial e estava muito animada para ler, ainda mais porque, quando comprei o livro, muitas pessoas vieram me falar que era maravilhoso e que conseguia ser melhor que o original. Ou seja, minhas expectativas estavam ridiculamente altas. De fato, é muito bom, mas não achei que superou toda a magia de ter lido o original. Por conta disso, e de alguns mini fatores, o livrou acabou com quatro estrelas e meia (porque agora sou uma pessoa que aceita dar notas assim quebradas, rs). 

Quem está acostumado a ler minhas resenhas, sabe que agora seria a hora que eu contaria um resumo sobre a história de um jeito leve e já deixando um pouco claro o que achei dos personagens e da trama. Só que estamos falando aqui de uma das histórias de livro (e filme) mas conhecida dos últimos tempos. E é aí que está um dos motivos pela perda da meia estrela: É EXATAMENTE A MESMA COISA. É claro, não foi uma propaganda enganosa nem nada. Eu sabia que ia ler a mesma história, mas com a troca dos personagens... mas eu não esperava que era tão exatamente a mesma história. Ok, a autora já havia falado na introdução que seria assim e que ela adaptaria algumas coisas (e eu amei as adaptações) e mudaria também algumas coisas que a deixavam nervosa desde o lançamento do primeiro e oficial (que também achei super legal)... mas acho que lá no fundo eu esperava que fosse, ao menos, um pouco mais diferente. O que, de fato, foi totalmente diferente é o final e eu, pessoalmente, não gostei do final novo, rs. Na verdade, essa nova possibilidade de finalização da história me fez até valorizar mais toda enrolação, drama e loucura de Lua Nova e Eclipse. Porque vi que tudo que Bella e Edward passaram fez tudo fazer mais sentido no final. Ok, mas agora vamos voltar o foco para esse livro aqui.

A história se foca em Beaufort Swan o menino que se mudou para Forks para morar com o pai, para que sua mãe vivesse viajando com seu novo marido que era um jogador. Ao chegar lá, ele conhece a família misteriosa e muito bonita dos Cullen. Incluindo a bela (olha o trocadilho) Edythe Cullen. Ok, o resto é tudo igual e é isso mesmo. Claro, todos os personagens que eram mulher viraram homens e vice e versa. E isso ME CONFUNDIU DEMAIS. Chegou a ser divertido ver minha cabeça tostando os neurônios para lembrar que a Bella era na verdade o Beau e o Edward era na verdade a Edythe e minha cabeça ficou bagunçada por umas cem páginas. Além disso, como faz relativamente pouco tempo que li Midnight Sun, eu ainda bagunçava ainda mais o rolê todo. Porque minha cabeça li o trecho de Vida e Morte, lembrava de Crepúsculo e, como a cereja no topo do bolo, bagunçava os as informações extras que eu tenho por ter lido Sol da Meia-Noite. Em resumo, foi divertido a bagunça no final, mas no começo eu tive que ler com muito foco para não me perder nos gêneros novos todos que tínhamos ali.

Sobre o final, que comentei que não gostei, deixei um spoiler (para quem gosta disso) no final do vlog de leitura desse livro. Não se preocupe, o spoiler está depois que eu falo tchau, então não tem risco de ver sem querer. Ah! E para quem, assim como eu, é bem curioso... sim os trechos são idênticos aos de Crepúsculo (salvo as alterações que a autora avisou que faria). Eu cheguei a pegar a minha cópia em inglês e Twilight para comparar trechos com o Life and Death (chamo isso de tempo livre nas férias). Em resumo, vale a pena ler se você gosta muito da saga. É uma leitura legal e, até mesmo, leve e divertida por imaginar essa bagunça de universo novo. Mas, se eu pudesse dar uma dica, seria ler só se não leu nem Twilight nem Midnight Sun muito recentemente, pois acredito que isso vai bagunçar menos a cabeça (hehe).

Life and Death
Autora: Stephenie Meyer
Editora: Little Brown
Páginas: 387
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Uma Dama Fora dos Padrões (Julia Quinn)

Até o final do ano passado, eu nunca tinha lido um romance de época e, na verdade, nunca tinha tido vontade também. Eu amo histórias atuais e coisas com que podemos nos identificar, mas a curiosidade surgiu e, em mais ou menos dois meses, eu li toda a série (os nove livros) dos Bridgertons. Tem tudo isso documentado lá no blog e, inclusive, tem um vídeo em que comento sobre todos os livros de forma geral. E aí, mesmo ainda preferindo histórias atuais, me vi gostando dos tais romances de época. Mas calma que não foi uma transformação drástica na minha vida de leitora (hehe)! Eu, em especial, gosto dos que fogem das regras (levemente cansativas) da alta sociedade. Tanto que os meus favoritos dos Bridgertons foram os livros do Benedict e da Eloise (por serem os menos "bailes e regras"). Ok, agora que já fiz toda essa introdução, fica fácil entender o motivo por trás da minha escola para seguir nesse mundo de época começando por algo que tem "fora dos padrões" no título. De fato, encontrei um estilo que queria e me diverti com a leitura... mas minha maior surpresa aqui foi com o fato de que estamos (ainda) falando de uma Bridgerton aqui. O livro conta a história da tia dos personagens que já conhecemos da outra série (ela é a irmã mais velha do pai do povo todo da série Bridgerton). Inclusive, o nome do livro em inglês já deixa isso bem na cara, uma vez que é "Because of Miss Bridgerton" (Algo como: Por causa da Senhorita Bridgerton). Ok, já introduzi demais essa resenha, vamos focar na história agora, né? É. O livro ficou com quatro estrelas e, na animação, já garanti os outros três da série pelo kindle (porque estava em uma mega promoção o box e eu sou humana).

Billie Bridgerton nasceu para comandar as terras e posses da família, inclusive, ela já fazia isso para ajudar o pai e era muito boa com os números das contas e com os afazeres do campo. Só tinha um problema, ela era uma mulher. Mesmo sendo a filha mais velha dos Bridgertons, ela nunca teria controle sob nada daquilo que tanto cuidava e amava, uma vez que, quando o pai não estivesse mais ali, tudo iria para o irmão mais novo dela (o primeiro filho homem da casa). Mesmo assim, ela seguia fazendo o que amava fazer na casa e nas terras da família e ficava longe de tudo que era pomposo e exagerado no centro de Londres. George Rokesby, por outro lado, tinha tudo que Billie sempre sonhara em ter (ele era o primeiro filho e tinha direitos por isso), mas ao mesmo tempo sonhava com a liberdade que seus irmãos mais novos tinham. Ele, inclusive, não tinha muita paciência com os irmãos e com a própria Billie, que cresceu junta da família dele, uma vez que as famílias eram vizinhas e os filhos mais novos dos Rokesbys eram muito amigos de Billie.


"(...) quem mais passaria por ali no pior momento dela, no mais estranho e embaraçoso, 

na única maldita hora que ela precisava ser resgatada?" - Página 11


Os dois não se suportavam. Ele não tinha paciência para as loucuras dela e ela não gostava muito do jeito fechado dele, além do fato de quem podia ser exatamente o que ela gostaria de ser, mas não podia. Tudo muda quando os dois se veem presos em um telhado por conta de umas das loucuras de Billie fez e, ali naquele lugar inusitado, eles percebem que algo anda diferente entre eles. Billie sempre achou que acabaria se casando com um Rokesby por conveniência, mas nunca passou pela cabeça dela sentir algo pelo único irmão da família com quem ela tinha zero contato e intimidade. Aos poucos eles vão percebendo que estão sentindo algo bem diferente do que sentiam antes, a falta de paciência e o desentendimento acaba virando um desejo e uma paixão incontrolável e tudo acabando ficando ainda mais intenso quando se beijam. Um verdadeiro escândalo para época, mas um segredo só deles. Mas será que pararia em um único beijo?


"(...) eu gostaria de pensar que você me ama demais 

para deixar isso acontecer." - Página 263


Ok. O livro é leve, divertido e totalmente fora dos padrões mesmo (para a época em questão), o que me fez gostar e dar as quatro estrelas... mas qual o motivo de não ser cinco? A enrolação desse casal meu Deus do céu! Até esse escandaloso primeiro beijo sair foram páginas e mais páginas enrolando e eu já estava até desanimando com a torcida pelo casal... mas aí o beijo saiu e foi só alegria (claro, teve uns dramas de leve para bagunçar a trama e movimentar os personagens, mas nada exagerado demais). No final das contas, o que mais gostei na história foi, de fato, ela ser fora dos padrões e é legal repetir isso, afinal, é o nome do livro e acho demais quando o título realmente faz sentido na tradução que escolhem. 

Virei a nova fã número um de livros de época? Não. Ainda não foi dessa vez, galera. Mas vou seguir com essa série dos Rokesbys ao longo do ano. Decidi que vou ler esses próximos três livros com alguns bons intervalos entre as leituras. Aprendi isso depois de ler os  nove livros dos Bridgertons de uma vez só e ficar um pouco cansada da escrita e do ambiente dos livros (hehe). Então, um bom intervalo entre as leituras pode me fazer gostar ainda mais. No geral, é isso. Um livro de época para quem, assim como eu, gosta de estar por fora das regras da alta sociedade da época. Um romance água com açúcar gostoso (leve, mas ainda assim bom) e personagens que ainda vão ser bem explorados nos próximos livros. Ah, tem vlog de leitura desse livro lá no canal.


Um Dama Fora dos Padrões
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 270
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

The Chase (Elle Kennedy)

Eu estava bem animada para começar Briar U, nome dessa série de livros, uma vez que recentemente li outra série da mesma autora (que se passa exatamente nesse mesmo universo, bem uma vibe Abbi Glines com Rosemary Beach), Off-Campus (Amores Improváveis, no Brasil). A escrita da autora é mega clichê, mas de um jeito bom. O livro em questão, The Chase, estava de graça na Amazon um tempo atrás pela loja kindle e eu aproveitei e baixei. Queria uma leitura leve, divertida e clichê e, de fato, achei tudo isso... mas ao mesmo tempo achei a história muito lenta e cansativa. Sério, eu torci para todo mundo nesse livro, menos para o casal principal. Mas calma, eu vou explicar isso melhor. No geral, o livro ficou com três estrelas. Seriam apenas duas, mas a personagem principal é tão maravilhosa que ela (sozinha) ganhou mais uma estrela para o livro (hehe). Importante lembrar que estamos falando de um livro com conteúdo adulto aqui. Além disso, ele também trata de assuntos sérios e delicados (de uma maneira inteligente) e, por isso, preciso avisar sobre gatilhos quando o assunto é abuso. Ok. Explicações feitas, vamos seguir em frente.

Summer havia sido convidada a se retirar de sua faculdade (uma das melhores do país) após um pequeno acidente na república em que morava. Ela sabia que tudo aquilo era um grande exagero, mas, ao mesmo tempo, ela também sabia da fama que tinha e, por isso, acabou sendo transferida para outra faculdade, a Briar. Um lugar tão bom quanto o que ela antes estudava, mas isso significava que ela teria que passar por muitas aulas novas, conhecer pessoas novas e tudo novo... de novo. Para complicar um pouco mais, a república em que ela moraria na faculdade a recusou, após o que aconteceu com ela, e ela não tinha nem mesmo um lugar para morar. Por sortem ou não, o irmão mais velho dela havia acabado de se formar na mesma faculdade e era quase que uma lenda do esporte por lá. Ele tinha muitos contatos, inclusive alguns dos quais Summer queria manter distância.


"Uma mulher não é definida por quem namora, mas por 

suas conquistas (...)" - Página 8 (Tradução Livre)


Fitz era um atleta fora dos padrões da faculdade. Ele gostava de jogar, de verdade, mas era um grande nerd na verdade e seu maior sonho era longe do gelo. Ele queria e sabia muito bem programar vídeo games fantásticos. Além disso tudo, ele era também o tormento dos sonhos de Summer. Desde que ela havia conhecido ele, alguns meses antes da mudança, ela se sentia muito atraída por todo aquele mistério e charme em forma de atleta, mas por conta de um grande desentendimento durante uma festa de ano novo, ela acredita que não teria chance alguma com ele. O que nenhum dos dois imaginava, era que o irmão de Summer havia resolvido o problema de falta de um lar para ela... ela iria morar na antiga república de faculdade dele. Que por um acaso, não tão acaso assim, era exatamente o mesmo lugar em que Fitz morava.


"(...) Você quer um cara que grita de cima de um prédio 

o quão sortudo ele é por ter você." - Página 207 (Tradução Livre)


Ok, podemos começar falando que Summer é simplesmente uma personagem fantástica. Ela me surpreendeu demais durante todo o livro e muitas vezes me vi pensando coisas como "é isso aí, garota". O livro é altamente feminista e eu queria abraçá-lo por isso, mas não é nada forçado ou simplesmente querendo aparecer em cima de uma causa. É algo natural, afinal, estamos falando de personagens fortes e mulheres incríveis aqui. Ué, mas Izabela, se é tão fantástico assim, como que só ficou com três estrelas? Simples. Vocês só me viram elogiando a Summer ali. Fitz é um personagem que, por mim, nem existiria no livro. Sério, zero química com esse casal e eu passei mais da metade do livro torcendo contra eles (hehe). O menino é enrolado demais, obtuso demais e não sabe se comunicar. Guardem isso para vida: comunicação é a chave da vida.


Toda a vida acadêmica de Summer (que lida com um transtorno do déficit de atenção) é muito mais legal do que todo o drama e enrolação do Fitz. Chegou na metade do livro e eu já estava torcendo para a personagem principal acabar solteira ou, simplesmente, se apaixonar por qualquer outra pessoa. Claro, no final do livro (bem final mesmo) as coisas foram se resolvendo e eles ficaram fofos juntos (blá blá blá), mas isso demorou quase trezentas páginas e... sem tempo para isso. 

Como comentei, o livro trata de alguns assuntos mais sérios, como abuso. No caso, o abuso é físico, psicológico e de poder. Ou seja, aviso de gatilho. Não é spoiler, pois está na sinopse (pelo menos na em inglês) que o caso é com um dos professores, ou seja, fica aqui o detalhe do que pode ser gatilho para alguém. No mais, é um livro muito bom se ignoramos a existência de Fitz. Fiquei curiosa para ler o resto, mas só vou ler se achar alguma promoção no kindle, não pretendo comprar físico como fiz com a outra série da autora. Um bônus legal é que não tem draminha forçado para separar o casal principal... mas isso só porque eles enrolaram tanto para dar certo que nem daria tempo (hahahahelp). Para quem quiser, temos o vlog de leitura desse livro no canal.


The Chase (Briar U #1)
Autora: Elle Kennedy
Editora: Amazon Kindle
Páginas: 378
Skoob do Livro.
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