terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Southern Storms (Brittainy Cherry)

Eu mal acabei de ler uma série da Brittainy é já comecei outra. Em minha defesa, é como se eu tivesse começado a ler outra autora, ok? Porque agora ela não assina mais os livros como Brittainy C. Cherry, mas apenas como Brittainy Cherry (achei chique, mesmo sem entender). Ok, existe uma teoria (criada pelo meu amigo e fã número um da autora) de que é porque os livros estão com algumas cenas um pouco mais hot que o que era normal para a autora. Enfim, mas isso não vem ao caso. A série em questão que comecei é a Compass (popularmente conhecida como Bússola). Recentemente terminei a série dos Elementos (e o meu favorito foi o da água) e agora estamos aqui com os pontos cardeais começando pelo Sul. Inclusive, acabou de sair o livro do Leste e, enquanto sai essa resenha, eu estou provavelmente já lendo (Já li, terminei e já virou um dos melhores do ano haha em breve a resenha dele aparece por aqui). O livro é, como sempre muito dramático. Temos o personagem principal com traumas do passado e a mocinha também com traumas, mas que consegue ver a vida de um modo mais leve. Além disso, é claro que a história deles já era de longa data e se perdeu pelo caminho. Como comentei recentemente aqui no blog, é isso que mais amo (logo atrás dos personagens secundários maravilhosos que ela escreve, é claro) nos livros da autora. É clichê. E é um clichê absurdamente bem escrito. Como comentei ali em cima, esse livro tem mais cenas hot que os outros da autora e, por isso, eu diria que ele é para maiores (+16). Ele ficou com quatro estrelas e meia (foi por muito pouco mesmo que não ficou com cinco, mas me explico em breve) e eu amei muito os personagens e estou louca para ler o próximo da série, que é sobre um personagem que conhecemos aqui nesse livro.

Kennedy passou por muitos traumas nos últimos meses e perdeu muita coisa. Perdeu também muitas pessoas que amava e que a completavam. No meio disso tudo, ela se perdeu. E quem pode julgar? Tudo que ela conhecia como certo havia ido embora e a deixado em pedaços, para completar, seu marido a vê como um problema e o relacionamento deles acaba a deixando ainda mais em pedaços. Para tentar animá-la, a irmã de Kennedy decide emprestar para ela uma casa que ela estava reformando com o marido, para depois vender (no maior estilo programas do Discovery Home & Health). A casa ficava em uma cidadezinha de interior e seria perfeita para que ela fosse aos poucos voltando a ver a luz do final do túnel. Ela poderia voltar a escrever seus livros e, aos poucos, e se perdoando pelo que ela achava que tinha tanta culpa. O que ela não esperava, é que virariam a notícia nova da cidade. Todos queriam conhecer a nova moradora e entender melhor como ela tinha ido parar ali. 

Enquanto isso, ali por perto temos o babaca da cidade, ou, pelo menos, é assim que ele é conhecido. Jax não vê sentido em querer agradar aquelas pessoas de mente pequena da cidade, mas também não consegue se imaginar longe dali. Ele precisava olhar o pai, que estava em um estado terminal no hospital, e precisava manter seu negócio de encanamentos funcionando. Ele não tinha tempo para dramas e, muito menos, para pessoas. Mas é claro que o destino dos dois está cruzado. Eles já se conheciam e precisavam apenas de um empurrãozinho para se lembrarem disso. 

Como sempre, a autora escreve personagens secundários absurdamente maravilhosos, destaque para o Connor. Aqui ele é apenas um amigo de Jax que trabalha com ele, mas no segundo livro ele vira o personagem principal (e só de lembrar dele no livro dois eu já tenho vontade de chorar, sorrir, gritar e me apaixonar). Além disso, tirei meia estrela apenas porque sou chata. Ok, além de eu ser chata é também porque a leitura ficou um pouco lenta entre os 50% e 70% do livro (o miolo do livro). Ah! E também porque algumas coisas eu achei um pouco repetitivo (já vi em outros livros dela). Ok, é isso que amo na autora, mas tava um pouco demais (hehe). Mas temos um brinde na história, porque os personagens não se separam sem motivos na reta final do livro só para criar dramas. 

Southern Storms
Autora:Brittainy C. Cherry
Editora: Kindle Amazon
Páginas: 285 
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Finding Perfect (Colleen Hoover)

Um tempo atrás a Colleen publicou em seu instagram a ordem de leitura de todos os seus livros e ela comentou que a ordem mais complicada de explicar era a seguinte: Um Caso Perdido, Sem Esperança, Finding Cinderella, Todas as Suas Imperfeições e, por último, Finding Perfect. Mas ué, porque é tão complicado assim? Porque Todas as Suas Imperfeições é um livro único, mas ele passa a fazer parte do universo de Hopeless quando esbarra nos personagens de Finding Cinderella e vira o livro Finding Perfect (que é a mistura dos dois títulos em inglês). Sim, é uma bagunça, mas é uma bagunça que faz muito sentido e que deixa um quentinho absurdo no nosso coração. O livro (que é, na verdade, uma novella) ficou com cinco estrelas e um coração de favorito. É a história que a gente nem sabia que precisava, uma vez que ambos livros terminam completinhos, mas que faz todo sentido do mundo e melhora todo o universo maravilhoso que a autora criou. Acho que é meio óbvio explicar que tudo nessa resenha pode ser um spoiler para outros quatro livros, não é mesmo? Exatamente por isso e pelo fato de a história ser uma novella (maior que um conto mas menor que um romance) eu vou apenas comentar um pouco das coisas que achei no geral, mas, mais uma vez, vou deixar bem claro que tudo aqui é spoiler para quem não leu os outros que citei, ok? Ok. Está avisado (hehe).

Eu simplesmente amei cada segundo dessa leitura. Nós temos o livro sendo contado pelo ponto de vida do personagem Daniel, de Finding Cinderella. Ele vai contando como está a vida dele e de sua namorada Six. Os dois passaram por muitas coisas mas, finalmente, estava se acertando com as loucuras do mundo e se adaptando a nova realidade da faculdade. O problema, é que eles se sentiam incompletos. Na verdade, Six sabia que uma parte dela estava faltando. Quando os dois ainda nem imaginavam que já se conheciam, ela descobriu que estava grávida dele, mas sem saber que era dele. E isso tudo enquanto ela estava em um intercâmbio na Itália. Por medo e totalmente sem saber o que fazer, ela decide ter a criança e colocá-la para adoção. E é aí que os pontos começam a se ligar e eu tive vontade de gritar para a Colleen o quão maravilhosa ela é. Porque, por conta de outro livro, conhecemos um casal maravilhoso, Quinn e Graham, que estão passando um tempo na Itália e que o maior sonho deles era ter um filho. Sim! Você leu certo (e se tomou spoiler, bem feito, eu avisei). As história se cruzam e, em tese, tudo acaba bem. 

Só que agora, meses depois de tudo isso ter acontecido, Six percebe que não saber como o filho dela está a destrói por dentro aos pouquinhos. E Daniel se sente muito culpado por tudo, mesmo ele nem imaginando na época que tinha tido um filho. A novella vai narrando as tentativas de contato do jovem casal com a família que adotou a criança. Em tese, eles nunca poderiam entrar em contato, por conta do tipo de adoção que foi feita, mas o amor aqui é algo inexplicável e é o que mostra o caminho para que esses dois casais se encontrem e vejam a coisa mais fofa do mundo que é o bebê. Sério. Eu não sabia mesmo que precisava desse conto. Mas meu Deus do céu como ele completa as coisas que a gente nem imaginava que precisavam ficar completas. Foi divertido relembrar os personagens originais da série Hopeless, uma vez que tem mais ou menos uns seis ou sete anos que li os livros. E como tinha (literalmente) acabado de ler Todas as Suas Imperfeições, tudo se encaixou ainda melhor. Enfim, você precisa ler esse livro caso tenha lido os que citei. Ele é maravilhoso e acho que já deixei isso bem claro.

Finding Perfect 
Autora: Colleen Hoover
Editora: Amazon Kindle
Páginas: 130 
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terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

A Força que Nos Atrai (Brittainy C. Cherry)

A Brittainy já entrou, oficialmente para o meu top três de autoras favoritas da vida (ao lado da Carina Rissi e da Colleen Hoover). Os livros dela são altamente viciantes, emocionantes e dramáticos numa medida certa. Além disso, eu amo o dom que ela tem de escrever personagens secundários que roubam a cena e que deixam as histórias ainda mais reais. Você se sente parte do que está lendo num nível de que, quando o livro acaba, você tem vontade de pegar o celular e ligar para os personagens para saber como eles estão. Esse livro em questão, é o último da série Elementos. Não foi o meu favorito, o favorito da série foi O Silêncio das Águas, mas esse daqui ficou no segundo lugar e, obviamente, ficou também com cinco estrelas e com um coração de favorito. Brittainy fez de novo. Me fez chorar, torcer e me apaixonar. Os livros dela são clichês e em alguns momentos previsíveis? Sim! E esse é um dos fatores que me faz amar ainda mais. Porque eu sei que vou sofrer (drama, oi) lendo, mas vou amar cada segundo também. Ok, agora vamos focar na história, não é mesmo?

Graham nunca quis ser pai, mas não querer não é algo que controla muito bem as coisas. Sua esposa, Jane, estava grávida e nenhum dos dois estavam muito feliz com a situação que estavam vivendo. Além disso, o relacionamento já estava no limite do aceitável e, para complicar ainda mais, o pai de Graham tinha acabado de falecer e, com isso, uma avalanche de memórias estava tirando ele do eixo. Um escritor de histórias de suspense que vive no seu próprio mundo fechado, por não gostar de lidar com a realidade e com as pessoas que vivem nela. O mundo dele se choca por inteiro (e se atrai com se tivesse um imã) quando ele encontra Lucy. Uma mulher que, como a Poliana dos livros infantis, adora brincar de jogo do contente e ver o lado bom das coisas. Para Graham, ela era apenas uma hippie irritante, mas quando logo após sua filha nascer e precisar ficar no hospital Jane vai embora sem deixar sinais a hippie irritante é a única pessoa em quem ele pode confiar e contar.

A vida dos dois vai se esbarrando aos poucos. Ele precisava dela, de inicio, para cuidar de sua filha que havia acabado de nascer e precisava de toda atenção e carinho do mundo... mas aos poucos ele vai percebendo como ele também precisa dela. A energia dela o atrai para perto e faz ele pedir por mais. Mais tempo com ela. Mais carinho e amor que ela espalha por onde passa. Mais dela. O que eles nem imaginavam, era que o passado traumático dele ainda traria mais surpresas para a vida dos dois. As coisas ainda precisariam sair por completo do eixo para se reorganizarem depois. Mas tudo bem, porque era impossível resistir a tudo que eles tinham.  A força que os atraia era maior que o medo que poderia existir.

Ok. Eu simplesmente amei a Lucy. Não vou negar, em muitos momentos me identifiquei demais com a loucura dela e, com toda certeza, é um dos motivos que me fez amar ainda mais essa história. Graham é um personagem clássico da autora com seu passado tempestuoso e eu amei ir conhecendo mais sobre ele durante toda a história. Enquanto tudo vai acontecendo, temos os dramas secundários (que a autora sempre arrasa ao escrever) e focamos também um pouco nas irmãs de Lucy e no melhor amigo de Graham (e sua família também). Não vou mentir, o drama final da história toda eu já tinha sacado logo no começo do livro, mas as coisas vão acontecendo tão rápido que muitas vezes achei que estava errada (mas no final estava certa, rs). Isso atrapalhou a leitura? Nada. Como disse, o lado clichê da escrita da Brittainy é uma das coisas que mais amo. Como sempre, indico muito os livros dela para quem gosta de dramas que acabam com nosso coração e, no final, amamos cada segundo disso.

A Força que Nos Atrai
Autora:Brittainy C. Cherry
Editora: Record
Páginas: 291 
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

ABC do Amor (A.C. Meyer, Brittainy C. Cherry e Camila Moreira)

Vamos ter uma resenha um pouco diferente dessa vez, porque estamos falando de um livro com três contos de três autoras diferentes. Enquanto eu estava lendo, inclusive, resolvi que avaliaria a leitura separadamente (comentei sobre isso no vlog de leitura), pois eu não estava achando justo dar uma única nota para o livro, sendo que os contos são tão diferentes entre si (em conteúdo e em qualidade, na minha opinião). Além disso, estamos falando de contos, ou seja, eu não posso contar muito além do que já aprendemos com as sinopses deles, pois eu poderia acabar entregando alguns spoilers pelo caminho. Então vou dar uma leve resumina nas histórias, contar qual nota eu dei e o que achei no geral. Lembrando que no vlog de leitura eu comentei em muitos detalhes os contos também. Para quem quiser, os contos se encontram todos (separados) no Kindle Unlimited da Amazon, então quer quiser ler só um ou outro, consegue sem problemas. Ah! E estamos falando sobre um livro para maiores aqui. Na capa, diz ser para maiores de dezesseis, mas eu diria que os dois primeiros contos são para maiores de quatorze e apenas o último seria para maiores de dezesseis. Ok. Vamos lá.

Quem acompanha o blog e o canal sabe que uns bons anos atrás eu li uma série de livros da A.C. Meyer e tive muitos sentimentos mistos enquanto eu li. Desde então, acabei nunca mais lendo algo dela, pois vivia com o pé atrás. Agora aqui estava eu dando uma nova chance para a autora com o conto Doce Reencontro. O conto ficou com duas estrelas, ou seja, já podemos ver por aí que essa foi uma nova chance, mas também foi a última. Acredito que ela seja mesmo uma ótima autora, apenas não é meu estilo de leitura e, por isso, não gostei muito do conto (e dos outros livros que li na época). O conto foca na história de um casal que consegue uma segunda chance para o relacionamento deles após alguns anos sem se encontrarem. Só que eu não consegui me apegar aos personagens principais. A história basicamente não tem diálogos (entre os personagens, o que resolveria muita coisa na história, e na narrativa também, o que deixa o conto levemente cansativo e desanima um pouco tem hora). Em alguns momentos, quando eu achava que ia aconteceu algo uau na história, a autora resumia em um parágrafo e eu ficava levemente triste que não tinha rolado um diálogo ali entre os personagens. Em resumo, é uma história legal e reencontro e amores que voltam, mas eu senti muita falta de falas dos personagens para conseguir me ligar aos personagens e as histórias deles.

Para quem acompanha o blog, é fácil saber o quão fã eu sou da Brittainy C. Cherry. Atualmente ela está no meu top três de autoras favoritas da vida (junto com a Carina Rissi e a Colleen Hoover). Esse conto, As Cartas que Escrevemos, é leve, gostoso e muito bem escrito e ficou com cinco estrelas, é claro. Sem esquecer que ele é completo. Ele se basta para a história fazer sentido, mas claro que seria maravilhoso conhecer mais dos personagens e, inclusive, eu fiquei pensando muito nos personagens quando acabei de ler. Não por não ter tido um final bom, mas sim por ter ficado com saudades deles. Conhecemos aqui a história de um ator famoso que resolve voltar para sua cidadezinha natal ao descobrir que o grande amor da sua vida vai se casar om outro. Aos poucos vamos entendendo o que aconteceu no passado deles para que o presente estivesse tão bagunçado assim. O conto todo tem um vibe daquela música Speak Now da Taylor Swift. O que faltou no primeiro conto desse livro, temos de sobra aqui. Diálogos. Muitos deles. E, exatamente por isso, me apeguei tanto aos personagens. Em resumo, vale muito a pena! Como sempre, a autora escreveu personagens secundários que roubam a cena (de um jeito bom) e uma história apaixonante e levemente dramática. Leiam.

Agora vamos focar no último conto. Além das Cores é a primeira coisa que leio da autora e fiquei feliz com a escrita dela e com a construção dos personagens, mas algumas coisas ao longo do conto me deixaram um pouco bleh. Inclusive, por conta de alguns detalhes que vou citar, o conto ficou com três estrelas. É mega clichê a história que encontramos aqui, com uma mulher que se descobriu traída e, ao chegar na faculdade, ainda precisa fazer um trabalho com um pintor, escrever a biografia dele, que trata todo mundo muito mal e não está aí para nada. Ok, o caminho tinha muita coisa para dar certo, mas eu me irritei com alguns mini detalhes, como o fato de que ela era estudante de letras (o curso em que me formei) e ela conseguiu largar tudo sem nenhum aviso prévio (mas sem isso afetar no curso) para seguir o tal pinto como assistente dele. E aí também tem isso, ele a contratando como assistente, sendo que ela iria só escrever uma biografia sobre ele para um trabalho de faculdade. Tudo isso seria ok se tivesse sido mais explicado, mas não foi. Nada disso era crível. Mas a história em si é legal, pena que eu não consegui acreditar muito no que estava rolando ali.

ABC DO AMOR 
Autoras: A.C. Meyer, Brittainy C. Cherry e Camila Moreira
Editora: Galera Record
Páginas: 230 
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