terça-feira, 7 de julho de 2020

Na Estante: Mais que Amigos


Eu simplesmente amo histórias clichês com amigos que se apaixonanam. Acho que é aquela coisa boba, mas que funciona, sabe? Porque a relação dos personagens normalmente já é boa e tem tudo para dar certo... e foi exatamente por isso que comprei esse livro. Inclusive, tem vlog do dia que comprei e recebi esse livro (e mais alguns outros) aqui em casa. Um pouco antes de começar a ler eu recebi uma mensagem de uma leitora falando que não gostou do livro e que ele não era bom e, por isso, minha expectativa já foi logo lá para baixo. E acho que exatamente por isso eu acabei gostando do que li, porque não estava esperando nada mesmo. É a melhor histórias de amigos que se apaixonam? Não. É a mais bem escrita? Também não. Mas tem uma vibe dos livros da Abbi Glines que eu estava com saudade de ler e que, por mais duvidosa que seja, é uma formula gostosinha de ler. Ainda assim, o livro ficou quatro estrelas e claro que ainda tenho muita coisa para falar sobre ele. Vale lembrar que estamos falando sobre um livro com conteúdo adulto.

Parker e Ben se conheceram no início da faculdade e, desde então, são melhores amigos. Uma das coisas que sempre se orgulharam é o fato de que a amizade deles era verdadeira e que isso não mudava nada na vida deles. Não tinha que ter romance e era simples. Eles já estavam nessa amizade já tinha tempo e todos já estavam acostumados com isso, inclusive o namorado de Parker que já sabia que não precisava se preocupar. Como era algo natural, eles até mesmo eram colegas de casa. O que ninguém esperava era que o namorado de Parker iria terminar com ela e isso viraria a vida dos amigos de cabeça para baixo. Ela precisava seguir em frente, mas não estava conseguindo e é aí que os dois resolvem colocar em ação um plano para resolver isso.

Eles teriam uma relação casual que seria puramente para ajudá-la a seguir em frente e, quando desse certo, eles voltariam a ser apenas amigos e a vida iria seguir como sempre. Agora se isso vai dar certo é outra história, afinal, a relação dos dois sempre foi perfeita, mas colocando sexo no meio poderia complicar tudo... ou apenas simplificar tudo. Mas e a amizade? E se der errado? Os dois não pensaram muito no depois e é aí que a história toda se desenrola (ou se enrola mais).

Ok. Os personagens principais são bem sem sal. O Ben é o típico bad boy pegador dos livros new adults que tanto já vimos por aí, enquanto que Parker já tem um quê um pouco mais feminista, mas ainda assim longe de ser um livro revolucionário. Como um casal, funcionou... mas meu Deus do céu como faltou diálogo nessa relação e nesse livro. Sério, os dois eram melhores amigos, estavam se pegando (é feio falar, mas trago verdades) e mesmo assim não se comunicavam. Que nervoso que isso me deu enquanto eu lia. Um ficava tentando adivinhar o que o outro estava pensando e tudo se resolveria com uma simples pergunta. O livro iria fluir melhor e a relação deles seria outro nível. Ou seja, crianças, fica aí a dica: Diálogo. Não só em livros, mas na vida também (hehe).

Como comentei, o livro tem uma vibe da escrita da Abbi Glines e isso pode ser tanto bom quanto ruim. É bom por ser uma leitura leve, sem muito que pensar por mais que tenha alguns draminhas e no final até que vale a pena. Mas, ao mesmo tempo, falta alguma coisa ali e é por isso que ele ficou com apenas quatro estrelas (o que é até uma nota boa, vai). Fiquei curiosa para ler mais coisas da autora e, no final das contas, foi uma leitura ok. Se quiser acompanhar mais, tem um vlog do dia em que li e comentei um pouco sobre o livro. Ah! O que me lembra que achei um erro no livro. Na história a Parker conta (mais de uma vez) que tem 24 anos de idade. Enquanto que na sinopse e na capa do livro fala que ela tem 22 anos. Algo de errado não está certo aí. Isso atrapalhou a leitura? Não. Mas acho digno comentar, rs.

Mais que Amigos
Autora: Lauren Layne
Editora: Paralela
Páginas: 256
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terça-feira, 23 de junho de 2020

Na Estante: O Silêncio das Águas


Vou ser bem sincera, eu nem lembrava que esse livro existia. Eu até li os dois primeiros dessa série de elementos, e você ler as resenhas aqui, mas como não viraram meus favoritos, acabei não focando muito no fato de que ainda tinha outros dois livros. A série é completamente independente e nem mesmo se passa num mesmo "universo" de personagens, ou seja, você pode ler na ordem que quiser e quais quiser (o que é mara). A coisa em comum entre os livros são os elementos (ar, fogo, água e terra). Quando li os outros livros já citados, eu adorei e sou muito fã da escrita maravilhosa da autora, mas eu acho que a autora entrega muito da história nos detalhes o que, algumas vezes, chega a dar preguiça de ler... mas isso definitivamente não aconteceu (tanto) nesse livro. Aconteceu? Sim e vou falar melhor sobre isso logo mais, mas em comparação aos outros é nada. Além disso, essa história ficou com cinco estrelas fáceis. O livro é mega devorável, cativante e eu estou até mesmo com saudade dos personagens (e olha que só li tem dois dias). Para vocês entenderem, esse livro empatou com outro da mesma autora, o Sr. Daniels. Ou seja, acho que dá para entender o quão bom é. Agora vamos para os detalhes, não é? Quase, antes eu acho válido lembrar que estamos falando de um livro para maiores (de dezesseis no mínimo) e que ele aborda alguns temas complicados com traumas. Ok, agora sim vamos lá.

Maggie May presenciou uma cena horrível, quando mais nova, que a marcou tanto que ela não conseguia mais falar. Ela ainda tinha voz, mas ela simplesmente não conseguia juntar coragem para falar depois de tudo que tinha vivido naquele dia. Os anos passaram e a única coisa constante em sua vida era sua amizade (meio apaixonada) com o melhor amigo de seu irmão, Brooks. Eles estavam juntos desde sempre e ela sabia que poderia sempre contar com ele e confiar. Ao longo dos anos, a família tentou vários tratamentos possíveis para lidar com o trauma de Maggie para ver se sua voz voltava ou se, até mesmo, ela juntava coragem para sair de casa, mas nada funcionava e, de fato, ninguém sabia realmente o que tinha acontecido com ela uma vez que ela não falava sobre isso (literalmente). Desde então, ela via o mundo através do livros que lia e conhecia cada coisa que acontecia no mundo pelos personagens. 

O que acontece é que com o passar dos anos, Maggie e Brooks vão vendo que a amizade deles é de fato muito mais forte do que imaginavam e que, na verdade, o que sentiam um pelo outro ia muito além disso. O problema é que ele tinha um mundo de sonhos que estavam começando a virar realidade pela frente enquanto que ela continuava presa em casa. Não seria justo segurá-lo ali. Mas é claro que o destino havia preparado algo para a história deles que mudaria o rumo de tudo. A vida dos dois seria mudada e muita coisa seria colocada em prova. Um precisaria do outro mais do que se é possível imaginar e a amizade (e o amor!) pode mudar o rumo de tudo.

Eu não tenho palavras ainda para descrever essa leitura. Sério. É incrível como você consegue sentir o mesmo que os personagens estão sentindo e como a história da Maggie balança não só a vida dela, mas a de quem está lendo também. Como comentei no começo, os livros da autora costumam ser bem previsíveis, mas até que nesse livro muita coisa (mesmo) me surpreendeu. Apenas um detalhe da história eu adivinhei desde cedo (e pelo que vi, não foi só eu... uma amiga minha leu também e percebeu a mesma coisa), mas isso não chegou a atrapalhar a leitura. Outra coisa digna de comentário, e que eu falo toda santa vez que falo dessa autora, é sobre o dom que ela tem para escrever personagens secundários. É surreal como a Brittainy escreve bem os personagens extras de suas histórias e como eles roubam a cena, de uma forma boa, quando aparecem. Isso acaba dando uma leveza necessária na história. Enfim, indico mil vezes essa leitura, mas tenha em mente que ela não é leve. A história em si tem um quê de drama estilo Colleen Hoover, mas vale muito a pena... de verdade. Ah! E eu li o livro pelo Kindle Unlimited! Sucesso.

O Silêncio das Águas
Autora: Brittainy C. Cherry
Editora: Record
Páginas: 364
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sábado, 20 de junho de 2020

Na Estante: Raio de Sol


Pensa num livro que eu enrolei para ler. Faz um bom tempo que esse é um dos livros favoritos de uma das minhas melhores amigas (ela tem até mesmo tatuagem dele!) e mesmo assim eu enrolava. E aí eu ganhei um kindle novo (de uma outra amiga que também é maravilhosa) e ele estava lá no unlimited e eu pensei: está na hora de ler. Sim! Ele foi a estreia do meu kindle novo e isso, por si só, já é bem legal. Mas calma lá que eu passei por uma senhora montanha-russa de emoções lendo esse livro e é claro que vou compartilhar isso com vocês. A história, de certa forma, é bem leve e devorável, mas tem um final de que pode quebrar seu coração em mil pedacinhos (estou avisando isso, pois gostaria que alguém tivesse me avisado... não é mesmo dona Bruna). A escrita da autora também é ótima e todos os personagens conseguem um lugar em nosso coração durante a leitura. E é aí que vem o choque. E deu quatro estrelas mesmo assim. Oi? Como? A culpa é do final e eu vou explicar melhor (mas sem spoilers). Então... vamos lá.

Faça épico, é isso que Kate gosta de levar como meta de vida. Uma espécie de Poliana moderna (jogo do contente!), é assim que ela leva a vida. Mesmo tendo passado por muitas coisas bem complicadas, ela sempre tenta ver o lado bom de tudo e seguir da maneira mais leve possível. Exatamente por isso que seu melhor amigo de uma vida toda, Gus, a chama de Raio de Sol. Mesmo estando bem na Califórnia, depois de passar por mais algumas provações da vida ela decide que precisa mudar de estado, indo para Minnesota, e fazer faculdade. O que ela não esperava, era encontrar novos amigos maravilhosos por lá e como que isso ia deixar a vida dela ainda mais feliz. É assim que ela conhece Keller. Um universitário que trabalha na cafeteria perto do campus que divide com Kate muitas coisas. O gosto por músicas boas, alguns amigos em comum e alguns segredos do passado também.

É o seguinte. Os personagens secundários desse livro roubam a cena sempre que aparecem e eu adoro quando isso acontece e é de uma forma bem escrita. Além disso, a relação do Keller e da Kate e amizade dela com o Gus e todos os outros personagens fez meu coração ficar quentinho. Mas quando terminei o livro eu estava com tanta raiva do final que, de birra, tirei uma estrela do livro. Essa é a verdade. É um livro real, meio que para nos lembrar que nem tudo são flores na vida, mas que a forma como vemos isso é o que de fato nos define. Mas o que me irritou mais (olha a revolta ainda presente aqui) é que o livro é tão leve, divertido e do nada, boom, temos o final dele que eu, obviamente, não vou falar o que acontece. Para quem gosta de new adults que são verdadeiros e muito devoráveis, eu super indico o livro mas já aviso, prepare seu coração para o final dele.

É importante lembrar, também, que o livro trata de assuntos bem sérios que podem ser gatilho para muita gente. Bulimia, assédio, homofobia... Enfim, a lista vai crescendo e, por sorte, nada é tratado de forma irresponsável. Muito pelo contrário, como eu disse, o livro mostra a realidade. Mas é sempre bom avisar, não é? Em resumo, é uma história que tenta nos lembrar a importância de viver o agora sem se preocupar tanto com o amanhã, afinal, nunca sabemos o que pode acontecer. Por isso, faça épico.

Raio de Sol
Autora: Kim Holdem
Editora: Planeta 
Páginas: 448
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quarta-feira, 17 de junho de 2020

Na Estante: Bedmates


Um tempo atrás eu li um livro da mesma autora e fiquei completamente apaixonada pela escrita água com açúcar sem dramas e era uma história gostosa de ler (estou falando de De Repente Royal). Então comecei uma busca pela amazon por outros livros da mesma autora e que fossem no mesmo estilo. Segundo algumas resenhas e avaliações que dei uma olhada, esse era o que melhor se encaixava no que eu estava procurando e foi assim que acabei lendo Bedmates (e tem vlog disso!). De começo, o livro realmente estava indo para um caminho parecido, mas depois ele acabou se enrolando um pouco e teve sim drama (o que eu queria evitar, mas aí não é culpa do livro e, sim, minha culpa, rs) e acabou que o livro ficou com quatro estrelas e é claro que vou explicar tudo para vocês. No geral, eu gostei bastante e, realmente, a escrita da autora é muito boa. Não podemos esquecer também que o livro tem um quê de drama de famosos, que eu amo de paixão, e que isso ajudou muito. Enquanto que em Royal temos a realeza de verdade, em Bedmates temos a quase realeza americana... a família do presidente do país, é claro.

A filha do presidente precisa sempre se comportar três vezes mais que uma pessoa normal, afinal, tudo que ela faz acaba nas capas das maiores revistas e jornais do país e alguém ligado à política consegue falar que a culpa é do pai dela... então é claro que Maddie segue isso, só que não. Maddie McGuire sempre acaba se encrencando e sua última conquista foi acabar na prisão por tentar liberar animais que seriam descartados (mortos!) depois de não servirem mais para testes de cosméticos. Como punição, ela precisa fazer um trabalho voluntário escolhido pela equipe de seu pai. E é assim que ela caba tendo que ajudar na construção de casas para os veteranos de guerra. Isso não era um problema, ela adorava colocar a mão na massa e, ainda por cima, ajudar as pessoas, o problema é que ela teria que fazer tudo isso ao lado do filho da vice-presidente, Jake.

Um dos queridinhos da américa, é assim que ele é visto. Mas, para Maddie, ele é só o filho irritante da aliada política de seu pai. O que ela não esperava, é que ele estava completamente mudado. Não só por ter crescido e tudo mais, mas pelo fato de que agora ele também era um veterano tinha suas próprias histórias de guerra e algumas feridas também. Para ele, toda aquela construção não era só algo para publicidade ou ainda uma punição (como era para Maddie), era algo pessoal. Os dois acabam se conhecendo melhor no tempo que passam juntos e crescem com tudo que vão aprendendo no caminho, mas é claro que nada é fácil, ainda mais para Jake, que viveu coisas horríveis em uma guerra e ainda está aprendendo a lidar com tudo isso.

Ok, o que me fez tirar uma estrelinha do livro é o fato de que do meio pro quase final do livro eu achei que a história ficou enrolando muito e isso me deu uma leve preguiça. Mas, no geral, o livro é muito bom e devorável. O casal principal tem muita química e a história funciona muito bem. Nós torcemos para que tudo acabe bem e, de forma geral, é legal de acompanhar tudo. Outra coisa, é o assunto delicado que é abordado no livro. Ele (o assunto de veteranos) se desdobra de uma forma que eu não estava esperando muito e isso também me deu uma leve preguiça. Uma coisa que gostei, mas que depois ficou um pouco forçado é que o livro cita os personagens de "De Repente (Royal)" algumas vezes e, depois, eles até mesmo aparecem na história e fazem parte de alguns acontecimentos. De começo, fiquei animada, afinal, adorei esse outro livro da autora, mas depois ficou um pouco demais. Ok, legal que os personagens do outro livro estão aqui, mas eu quero focar no livro de agora (obrigada).

Bedmates
Autora: Nichole Chase
Editora: William Morrow 
Páginas: 384
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