segunda-feira, 17 de abril de 2017

Na Estante: Princesa de Papel


Eu não posso negar que estava muito ansiosa para ler esse livro. Sabia que era um New Adult de raiz e que muitas pessoas com gostos parecidos com o meu estavam amando. Só que aí, do nada mesmo, desanimei e fiquei com preguiça. Os últimos New Adults que li são os culpados, de forma geral mesmo. Amo clichê, isso não é segredo, o problema é que as histórias estão ficando tão iguais que está tudo previsível demais (falando de alguns, não todos). Fiquei com medo desse livro ser assim também e acabei enrolando. Foi aí que, no meio disso tudo, tive a ideia de fazer o Você Decide lá no canal do blog. O que é isso? Um vídeo em que mostro três livros e peço para vocês escolherem qual vou ler durante o mês. O mais votado ganha resenha aqui no blog (oi!) e vídeo no canal (que vai ao ar essa quinta). O segundo mais votado também é lido no mês, mas ganha só a resenha aqui no blog e o terceiro eu leio se sobrar tempo e, como sempre, libero a resenha aqui para vocês. Por que expliquei tudo isso? Porque o Princesa de Papel foi o grande vencedor desse mês, ué (rs). Foram cinquenta e seis votos no total para ele e, por conta disso, minhas desculpas e enrolações acabaram. Mas e aí, Izabela? O que você achou? Ótima pergunta. Levei mais tempo pensando no que falar desse livro do que realmente lendo a história. Foram quatro estrelas lá no skoob e sentimentos bizarros enquanto lia. Como sempre, vou explicar nos detalhes os meus motivos. Vamos lá.

Ella cresceu mudando constantemente de cidade. Sua mãe cada hora estava em um emprego diferente e com um namorado diferente. Onde tinha um novo amor e um novo salário, lá estavam elas também. Sem nunca ter conhecido o pai, tudo que Ella sabia sobre ele era o nome, Steve, e que ele era um marinheiro, nada além disso e do relógio que ele havia deixado. Os problemas começaram quando sua mãe ficou doente e ela precisou trabalhar e se desdobrar em três para conseguir pagar as contas, os remédios e ainda continuar estudando. Ela tinha apenas quinze anos. O tempo passou e sua mãe seguiu doente até que, mesmo com todo o trabalho, ela faleceu. Ella estava sozinha. Sem família, sem emprego e sem futuro. Com medo de ser colocada para adoção tão perto de se tornar adulta, resolveu se passar pela mãe para conseguir um emprego e para se matricular em uma escola. Tudo estava bem dentro do possível até que, do nada, o melhor amigo de seu pai aparece em sua escola. Ela era oficialmente órfã, ele era seu novo tutor.

"Quando falei que meu dia podia ter sido pior, 
não era um desafio." - Página 140

Callum Royal é um milionário que tem uma oferta irrecusável para Ella. Ela deixaria tudo para trás, os empregos desumanos e a falta de dinheiro, e viveria com ele e seus cinco filhos. Como tutor oficial, ele pagaria a melhor escola do estado para ela e ainda daria uma mesada que, se ela juntasse, poderia pagar uma ótima faculdade após se formar. O que ela teria para perder? Parecia tudo uma grande loucura, mas ela não tinha como fugir, afinal, ele era seu novo responsável legal. Ao chegar ao seu novo lar, que mais parece um palácio, ela descobre que tudo pode ser bem mais complicado do que parece, afinal, os irmãos já a detestam antes mesmo de conhecê-la e se recusam a aceitá-la na família. Para completar, eles são absurdamente sedutores, mimados e são também os alunos mais influentes em sua nova escola, tudo que eles falam por lá vira lei, principalmente Reed, um dos irmãos do meio. Ella não fazia parte daquele mundo, mas precisaria aprender a lidar com toda aquela bagunça se quisesse ter um futuro. Ela já tinha enfrentado tudo que alguém podia imaginar, mas agora teria que aguentar verdadeiros riquinhos mimados se quisesse continuar vivendo bem. 

"Eu fiz você passar por isso. Sou Reed, o Destruidor. 
Você Não sabia?" - Página 254

Ella é uma personagem maravilhosa e muito forte. Não é fácil imaginar tudo que ela viveu e como, mesmo assim, ela ainda batalha por um futuro digno. Admirei muito a sua força e torci muito por ela. Se o livro fosse apenas ela, teria ganho cinco estrelas fácil. A única coisa que me incomodou nela, um pouco, é a bipolaridade em relação ao Reed. E aí temos os irmãos Royal. O que mais gostei foi Easton, ele é o primeiro a parar de se fazer de malvado para afastar a personagem principal e é o mais honesto de todos. É um personagem que, dentro do possível, é leve. Os outros irmãos em alguns momentos chamavam a atenção e em outros nem lembrava que eles estavam lá. E aí temos Reed. O motivo do livro não tem ganho cinco estrelas. Queria descrevê-lo de uma forma leve, mas só consegui pensar em babaca mesmo. Ele me deu raiva desde o segundo em que apareceu e, mesmo quando era para ele já estar mais tranquilo, continuava me dando nos nervos, e não de um jeito bom. Ele é um personagem escrito para ser sedutor, apaixonante e um porto seguro para Ella, mas, na minha visão, só olha para o próprio umbigo e vê Ella com um objeto. Ah, e tem a cereja no topo do bolo, que é ele mudando toda sua personalidade de um dia para o outro ao se ver apaixonado. O que me lembra que não tenho uma opinião formada sobre o pai. Ele é estranho, mas parei aí na definição. O livro aborda temas importantes, mas falha em algumas execuções e na forma como aborda.

Fiquei uns bons minutos, após terminar a leitura, me perguntando se eu estava quebrada, afinal, sou a maior defensora de new adults do mundo. Como assim que um livro desses, totalmente clichê, bem escrito e de raiz não me conquistou? Simples, o protagonista é um babaca. Precisava falar isso mais uma vez, obrigada. E é daí que vem minhas quatro estrelas para a história. O livro é fantástico, bem escrito e completamente devorável (as primeiras cem páginas li sem nem perceber, foi uma leitura gostosa e ele está lotado de marcações com post-its), mas o bendito do Reed me deu nos nervos com seus chiliques e afins. Já decidi que não vou ler as continuações e já até fui ler spoilers no GoodReads (o que me fez ter certeza que não vou ler, porque não gostei do caminho que a história levou). Era uma trilogia, que parece que virou série e por isso vou parar por aqui mesmo. O livro é ótimo se você não tiver problemas com o protagonista. Como disse, a história te prende de um jeito maluco e você só larga o livro quando tudo termina (e fica pirando com o final). O que me chocou muito, sério, é que a autora, na verdade, são duas autoras usando um pseudônimo. A escrita é tão coesa e constante que foi difícil acreditar que eram duas pessoas escrevendo a história. Ponto para elas. Em resumo, um livro para quem ama New Adults de raiz com muitos clichês bem escritos (só cuidado com o babaca, só vou chamá-lo assim, tipo um apelido quase carinhoso, rs).

Princesa de Papel
Autora: Erin Watt
Editora: Essência
Páginas: 368
Meu Skoob.
Skoob do Livro.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Na Estante: A Garota do Calendário - Abril


Eu tinha desanimado um pouco com essa série, não pela história, mas pelo tamanho, afinal, são doze livros e me faltavam os dois últimos. Mês passado, consegui os que faltavam na promoção da Saraiva e aí foi só amor. Percebi que, se voltasse a ler esse mês a série, conseguiria fazer os meses certos e, bom, aqui estou. Li Abril em Abril (yay!). Se você não leu os outros livros da série, pode considerar uma coisa ou outra dessa resenha como spoiler. É uma história que precisa ser lida na ordem certa, mas que não gera spoilers grandes, uma vez que, dentro do possível, cada livro é independente (mesma personagens principal, mas caras diferentes a cada livro). Para ler minha resenha de Janeiro é só clicar aqui, de Fevereiro aqui e de Março aqui. Até agora, esse foi o que mais gostei. Antes, meu favorito era o de Março, mas esse roubou o lugar e quase que pelos mesmos motivos do outro. Sigo com a ideia de que a história tinha tudo para ser louca e dar errado, mas a cada livro a autora me surpreende mais. Estou mega curiosa para o final e animada com esse meu projeto para ler tudo esse ano. O livro ganhou cinco estrelas lá no skoob. Ok, agora vamos focar.

Mia segue em sua jornada para salvar seu pai. Ser uma Garota do Calendário não é fácil, mas até que ela estava tendo sorte com seus clientes. Sua cabeça, infelizmente, não saia de seu primeiro, Wes, mas tantas coisas estavam acontecendo que era complicado se prender aos detalhes. E é assim, no meio de toda loucura, que ela chega em Boston para conhecer seu novo cliente, um jogar de baseball famoso que precisa de ajuda para melhorar seu jeito de bad-boy. Mason está sempre cercado de mulheres, mais bêbado do que tudo e arruinando sua imagem e a do time que representa. Mia, simplesmente, teria que se passar por sua namorada durante o mês para ajudá-lo.

"Se eu não ia ter nenhuma aventura durante esse trabalho, 
o mínimo que poderia ter era um pouco de diversão." - Página 16

O que nenhum dos dois esperava é que ela conseguiria mais que isso. Assim que chegou em sua cidade do mês, Mia percebeu que a agente de Mace, Rachel, estava caidinha de amores por ele, mas achava que nunca conseguiria conquistá-lo. Enquanto que o próprio jogador também estava maluco por ela, mas acreditava que ela nunca daria bola para um louco como ele. E é aí que Mia precisa se virar em dua para bancar a namorada e, ao mesmo tempo, cupida. Será que daria certo?

Quando comecei o livro, nas cinco primeiras páginas, tive vontade de largar tudo e fingir que nunca tinha tido a ideia de ler um por mês, rs. Mason é um babaca quando o conhecemos e tão machista que queria deixar de ler a história toda de Mia só por conta dele. Por sorte, nossa personagem principal é maravilhosa e o coloca no lugar ao não aceitar nenhum desaforo. Aos poucos vamos vendo que, por mais que ele seja um pouco babaca mesmo, a maior parte em encenação e que tem muito de Mace que não conhecemos (como todo seu drama familiar). De começo, também, achei Rachei meio bobinha, mas ela vai logo ganhando seu espaço na história. Mia? Segue maravilhosa. Ela consegue tirar o melhor de toda essa loucura que se meteu e, nesse livro, me fez rir de verdade.

O que me fez gostar tanto da história, como aconteceu com o de Março, foi que a autora não está tentando criar um amor por livro. Esse era meu medo. Claro, ela teve o Wes e uns pegas com o artista de Fevereiro, mas não é só loucura o tempo todo. Em Março ela ajudou um casal que tinha medo de assumir relacionamento e, agora, ela brincou de cupida e foi genial. A história fica leve, divertida e dá ainda mais vontade de ler o resto. O que me lembra, li o livro todo no meu intervalo do almoço, rs. Indico!

A Garota do Calendário - Abril
Autora: Audrey Carlan
Editora: Verus
Páginas: 155
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Na Estante: 11 Noites Com Você


Eu estava maluca para ler esse livro, de verdade. A autora, além de ser minha amiga, sempre escreve coisas que eu amo e, como já tinha muita gente falando do Zane, personagem principal, eu estava pirando. Uns dois anos atrás, quando ela começou a escrever essa história, ajudei em algumas coisas (a parte de famosos da história, afinal, tretas hollywoodianas são comigo mesmo) e já sabia, por cima, como era a trama, mas precisava ler. Quando a encontrei, mês passado, ela me deu o livro de presente e foi puro amor (porque, além do livro, tinha uma dedicatória linda e... eu estou nos agradecimentos). Enfim, estamos falando de um livro com cinco lindas estrelas aqui, minha gente. Zane, que já havia me conquistado em 7 Dias Com Você, voltou com tudo. O que me lembra, esse livro faz parte da série Viajando com Rockstars, é o segundo, mas você não precisa ter lido o primeiro para entender a história, por mais que, se tiver lido, algumas coisas vão fazer mais sentido e ter mais graça. Ok, menos blá-blá-blá e mais ação.

Kizzie é uma empresária de famosos que trabalha duro, mas, mesmo assim, sempre está em segundo plano em seu emprego. Por conta de alguns contatos, ela acaba tendo a chance de agenciar uma das maiores bandas do momento, a The M's. O problema é que a banda está um verdadeiro caos. Os roqueiros estão sem uma equipe de segurança, sem programação de shows e, para completar, a vida pessoal deles é um prato cheio para a imprensa sensacionalista. Carter, o vocalista, desde que começou a namorar, sumiu de suas redes sociais e, de certa forma, se afastou um pouco dos fãs. Yan, o baterista, é maníaco por controle. E, o maior dos problemas em carne e osso, Zane, o guitarrista, tem uma fama de mulherengo, que é verdadeira, mas que está arruinando a imagem da banda. Kizzie teria um longo caminho para percorrer, afinal, além disso tudo, eles teriam que arrumar, em três meses, uma turnê pela Europa. Isso seria o básico para fazer qualquer um fugir, mas não, ela precisava do emprego e precisava mostrar para aqueles três que ela daria conta. Nem mesmo Zane, que estava certo que conquistaria e amedrontaria a mais nova empresária, poderia mudar isso.

"Nós éramos a receita secreta para um desastre." - Página 63

Para o guitarrista, nada podia ser sério demais. A vida precisava ser leve e, de preferencia, cheia de mulheres que só queriam a sua fama, afinal, assim seria mais fácil para ele largá-las depois. Sem sentimentos, obrigado. Ele sabia que era que ficaria doze dias e onze noites em turnê pela Europa com seus amigos, o que ele não imaginava, nem em seus piores pesadelos, era que a nova empresária estaria junto. Uma mulher independente, maravilhosa e que, para complicar tudo, parecia ser totalmente imune ao seu charme. O que parecia só um desafio logo se tornou a coisa que mudaria sua vida para sempre. Um sentimento que tenta ser evitado a todo custo logo toma conta dessa turnê, mas fantasmas do passado voltam para complicar ainda mais a vida dos dois e, até mesmo, da banda.

"Esse também era o nosso fim?" - Página 365

Zane cumpriu o prometido como personagem. Eu esperava me divertir horrores com o guitarrista e foi isso mesmo que aconteceu. O ego dele, que é maior que o mundo, faz todo o livro acontecer e, não podemos esquecer, é claro, de todo seu charme e sotaque britânico. Claro que, em alguns momentos, você tem vontade de socar ele, mas é como amor (haha). Kizzie me surpreendeu muito e de uma forma muito boa. É uma personagem fortíssima que te dá orgulho. Ela tem pensamentos marcantes e quando tem uma ideia, não tira da cabeça. Amei rever os outros personagens também e fiquei ainda mais curiosa para saber a história do Yan, integrante que falta da banda (o Carter é o principal do primeiro livro.

As tretas do passado foram muito bem boladas e amarradas, mas, lá pro final da história, começou a ficar um pouco enrolado e, até mesmo cansativo. Ok, isso durou muito pouco, mas não posso negar que queria a resolução de tudo logo. No geral, é um livro bem mais erótico que o primeiro da série e lotado de palavrões (né, Sr. Zane?), ou seja, definitivamente não é para menores. Mas é para quem ama histórias clichês, românticas e muito bem escritas. Ah, e para quem uma famosos também, tem amor de sobra. Só não esqueçam de uma coisa na hora de ler, o caramelo, é claro.

11 Noites Com Você
Autora: Aline Sant' Ana
Editora: Charme
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Na Estante: Harry Potter and the Philosopher's Stone


Quando resenhei Harry Potter and the Cursed Child, comentei que nunca tinha imaginado resenhar um livro do meu bruxinho favorito, afinal, tinha lido toda a série muito tempo atrás. Claro, reli os livros algumas vezes desde então, mas nunca na ordem certa (e nunca para resenhar). Foi aí que, esse ano, resolvi que iria reler toda a série na ordem certa. Fazia tempo que queria isso, mas sempre ficava enrolando. Eu precisava de tempo (mas não tenho) e ficar esperando não ia me levar a lugar algum. Foi aí que criei coragem e criei um tipo de projeto para reler Harry Potter com os leitores aqui do blog (vocês) e isso me motivou demais. Afinal, mais pessoas estariam relendo e, algumas até mesmo pela primeira vez, lendo comigo. Agora que já expliquei tudo isso, posso contar que passei um dia inteiro pensando em como seria essa resenha, afinal, na minha cabeça, quem sou eu para resenhar algo como Harry Potter? E aí eu pensei: Sou uma fã. Uma fã que ama os livros e a história e que, até mesmo, só começou a gostar de ler por conta desse bruxinho. Então, tomei coragem e aqui estou. É claro que o livro segue com cinco lindas estrelas no skoob e um lindo coração de favorito. J.K. Rowling conseguiu me lembrar, mesmo depois de muito tempo, o que é ser tocada por uma história. Ao (re)ler esse livro, me lembrei o motivo de ter começado a gostar de ler.

Harry nunca sonhou alto. Sua vida se resumia a correr de seu primo, que tinha duas vezes o seu tamanho, e se esconder em seu pequeno quarto, que nada mais era que o quartinho debaixo da escada. De vez em quando, via algumas coisas sem explicação acontecerem a sua volta, mas tudo seguia sem explicação e, se ousasse perguntar para seus tios, acabaria trancado em seu quartinho. Harry havia perdido os pais muito cedo, em acidente de carro, segundo sua tia, e não lembrava muito deles. Ele, definitivamente, não era querido na casa, mas era um lar e, de certa forma, isso bastava para ele. O que ele não esperava era que todas as coisas malucas que aconteciam iam chegar ao limite no aniversário de seu primo. Harry, sem saber como, conseguiu sumir com o vidro que separava as pessoas de uma cobra dentro de um zoológico e, como a cobra, misteriosamente, conseguia conversar com Harry, é claro que a culpa só podia ser dele. E aí foi o de sempre, castigo no quartinho, sem direito à perguntas. Quando estava perto de completar onze anos, Harry começou a receber cartas misteriosas, mas seu tio fazia questão de destruir cada uma que chegava em sua frente. As cartas não paravam de chegar, rendendo, até mesmo, uma fuga em família para hotéis e uma casa abandonado no meio do mar.

"To Harry Potter - the boy who lived!" - Página 18

No meio de toda essa loucura de cartas, quando todos finalmente acharam que estavam a salvo, Harry completou onze anos e, exatamente quando o relógio bateu meia-noite, um gigante entrou com tudo onde eles estavam, no meio do nada. Ele estava ali para levar Harry. Mas como? Por quê? Simples, Harry era um bruxo e todas as cartas, que chegavam de todos os lados possíveis, eram de sua mais nova escola de bruxaria, Hogwarts. Hagrid, o gigante, estava ali para levá-lo para a compra de materias. Mas espera. Isso só podia ser uma pegadinha. Harry? Um bruxo? Como isso é possível? Simples, não tinha tido nenhum acidente de carro, tudo era uma grande invenção dos tios, que tinham pavor de tudo que era fora do normal. Os pais de Harry haviam sido mortos pelo maior bruxo das trevas que o mundo bruxo já viu, Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado. Harry, por outro lado, havia conseguido escapar de um poderoso feitiço e, mesmo bebê, havia derrotado o bruxo. Além de bruxo, Harry era muito famoso. Era muita informação em pouco tempo, mas logo Harry estava embarcando para sua nova escola e sua nova vida. Ele só não podia imaginar que tudo viraria ainda mais de cabeça para baixo em Hogwarts. Um novo melhor amigo todo atrapalhado, Ron, e uma nova melhor amiga que sabia, literalmente, de tudo um pouco, Hermione. Ah! E claro, no meio disso tudo ele precisava entender melhor quem ele era, o que aconteceu com os pais e ainda tentar descobrir o que é a tal da pedra filosofal. Não seria mesmo um ano normal.

"Nitwit! Blubber! Oddment! Tweak! Thank you." - Página 92

A primeira coisa que preciso comentar é que não me lembrava, de verdade, o tanto que eu amo o Hagrid, sério. O gigante atrapalhado com o coração maior que o mundo me fez lembrar, assim que apareceu carregando o bebê Harry, depois de toda a treta, o motivo de eu amar tanto essa série mágica. Outra coisa que não me lembrava, é que no livro, em inglês, ele fala de um jeito bem único e bem atrapalhado, algo bem marcante do personagem. Também amei relembrar o jeito doce e inocente do Harry. Claro que, com o passar dos livros, vamos vendo ele crescendo, mas nesse primeiro contato, ele é apenas o Harry. O menino que dormia com aranhas debaixo da escada. Hermione e Ron são um show a parte também, é claro. O que me lembra, os Weasleys são os melhores, rs. Malfoy, ah, Malfoy. Posso até ter ido com a sua cara no Cursed Child, mas durante a releitura eu queria bater nesse gurizinho mimadinho (haha). Ok, se eu for falar de cada um, não vamos sair daqui hoje.

Resolvi reler em inglês, por treino mesmo. Sou professora do idioma e, por mais que o use diariamente, raramente é de forma leve. Por isso, resolvi que leria todos em inglês e, para mim, foi um acerto. Outro acerto, ainda maior, foi simplesmente ter lido. Voltar, literalmente, para o mundo mágico me lembrou o que é amar uma história e o motivo de eu ter começado a gostar de ler com esse bruxinho. A história sobre coragem, amizade e, principalmente, amor, nunca perde a graça ou fica fora de moda. J.K. transforma palavras em magia e somos automaticamente levados para Hogwarts. Estou maluca para reler os outros e, bom, agora em Abril será a vez do segundo. Indico a releitura para todos que já se encantaram com essa história e a leitura para todos, todos mesmo.

Harry Potter and the Philosopher's Stone
Autora: J.K. Rowling
Editora: Bloomsbury
Páginas: 223
Skoob do Livro.
Meu Skoob.