segunda-feira, 9 de março de 2015

Não Me Tirem a Internet! | Texto e Vídeo

 

Você conhece uma tal de 'lei de Murphy' (Se alguma coisa pode dar errado, ela dará)? Eu a chamo, carinhosamente, de 'Lady Murphy'. Esse carinho todo é porque ela me ama, muito mesmo, tipo assim, sério. Chega a ser meio hilário o que vou contar para vocês hoje, mas é a vida. Tudo começou mais ou menos duas semanas atrás, quando deu um problema em alguns canos aqui do prédio em que eu moro. É claro que o problema tinha que ser no meu banheiro, afinal a Murphy me ama. Fiquei quase duas semanas tendo que fechar o registro da água sempre que não estava usando, caso contrário meu banheiro virava o Titanic (e vocês sabem o trauma que tenho) e ainda sobrava para o apartamento de baixo (e a moça que mora lá não estava nada feliz com isso, tanto que gritou muito comigo... como se a culpa fosse minha, rs). Ok, isso nem foi um problema tão grande, pelo menos eu tinha água, né? Ok, Izabela, mas porque está nos contando isso? Calma, já vou chegar no foco da história. Pega uma pipoca e foca aqui, porque, como disse antes, a Murphy me ama e o universo adora isso, afinal pode rir da minha cara comendo pipoca. Falei pipoca duas vezes, acho que é um sinal. Foco! Eu sempre gravo os vídeos que vão ao ar domingo no sábado. Porque fico com tempo para gravar com calma, editar e subir pro youtube. Eu ia fazer isso normalmente essa semana, por isso nem me preocupei com nada. Já sabia que ia gravar uma tag sobre spoilers e já tinha dado uma olhada nas perguntas, não tinha nada de errado. Note que usei o verbo no passado. Enfim, na sexta tive uma reunião no meu trabalho pela manhã e, como o dia estava lindo, decidi dar umas voltas no centro da cidade para ver gente. Coisa rápida mesmo. Na volta para casa o dia ainda estava lindo e, por isso, decidi passar numa padaria que tem no caminho, não tinha pão aqui em casa e resolvi que seria bem útil (e gostoso, nhumm). Mas a Murphy me ama e foi assim que, quando sai da padaria, o mundo caiu em mim, em forma de água. Eu voltei para casa sem dignidade alguma, totalmente molhada e quase me afogando, mas pelo menos tinha pão novinho e seco dentro da minha bolsa. Calma, lembre-se: A Murphy me ama.

Foi aí que meu celular recebeu uma mensagem. Era o dono do prédio me avisando que iam passar aqui em casa para arrumar o bendito do cano, mas adivinhem, fariam isso no sábado. Para ser mais exata, fariam isso sábado às 7h da manhã. Valeu, Murphy. Era o meu último sábado de férias antes do trabalho voltar. Respirei fundo e só aí me lembrei: O vídeo. Seria impossível gravar um vídeo com gente colocando a parede do meu banheiro para baixo. Aí eu olhei meu estado, ainda estava pingando e ainda não tinha recuperado minha dignidade. Ri sozinha. Tomei banho correndo e lavei meu cabelo mais correndo ainda. Já estava de tarde e meu quarto fica mega escuro quando passa das 16h, por isso troquei de roupa voando e me maquiei em 5 minutos (as vantagens de já ter sido bailarina). Sequei uma parte do meu cabelo, mesmo tendo pavor de secador, e gravei ainda com luz (mas com o cabelo molhado, haha). Durante a tag tinha uma pergunta bem simples: Você prefere receber um spoiler ou ficar um dia sem internet. Nem precisei pensar muito. Um dia sem internet, é claro. O resto do dia foi normal. Fui para a faculdade e nada demais aconteceu. Voltei para casa e dormi cedo (mesmo chegando só às 23h da aula haha), afinal teria uma obra bem cedinho me esperando. A obra foi tensa e durou a manhã inteira, tiveram que quebrar uma boa parte do banheiro e até da cozinha (porque são canos ligados, ou algo assim, rs). Mas meu drama não acabou ali, calma. Pude usar a manhã, enquanto quebravam tudo, para editar o vídeo que tinha gravado na sexta e para me atualizar com os vídeos dos canais que sou inscrita, foi relativamente ok essa parte, mas a minha tarde foi de Cinderella e eu não estou falando da parte legal do baile e muito menos do príncipe no final. Fecharam todos os buracos na parede e o problema tinha acabado, mas a casa estava um caos. Afinal, moro numa kitnet e, quando quebraram uma parede, a casa inteiro sofreu com isso. Tinha poeira e pedaços de parede em todo canto, sério. Isso inclui a estante e se você acompanha a página do blog viu que tirei tudo da estante para conseguir limpar e, só isso, durou cerca de duas horas. Ainda tinha o banheiro, o quarto e a cozinha. Consegui terminar tudo às 22h, nem estava acreditando. Eu só queria tomar banho e dormir, foi o que fiz.

Agora chegou a parte tensa da história, já estão com a pipoca? Eu disse que preferia ficar um dia sem internet, não foi? A minha surpresa foi que, domingo de manhã, percebi que estava sem internet. Tentei tudo que podia para a bendita voltar, mas nada resolveu. Liguei na empresa da internet e uma gravação me recebeu com: Só funcionamos de segunda à sábado, pi pi pi. Eu desisto, Murphy! Consegui ligar o 3G do meu celular (que pela primeira vez na vida estava bom) no meu computador e pude liberar o video sem problemas, mas nem pude aproveitar muito, afinal não queria testar a sorte com o 3G. Espera, o video! É isso. Eu disse que preferia um dia sem internet? Mentira! Eu sou uma tola, eu volto atrás, manda os spoilers, mas não me tirem a internet. Isso é um teste? Pode parar tudo, eu já entendi que fui tola na escolha, ok? Volto atrás! Alguém está me ouvindo? Não. Dramas de lado, as primeiras horas foram ok (até parece uma viciada falando... meu Deus, a intenet é um vício). Consegui lavar a roupa que estava me esperando na área (que era uma coisa que eu estava enrolando para fazer), consegui ler um livro inteiro (e a resenha dele vai ao ar amanhã) e até mesmo comecei a escrever um texto (esse que vocês estão lendo, he he). O que aprendi com isso? Cuidado com o que fala. O vídeo foi ao ar no mesmo domingo que a internet sumiu do nada (e que voltou do nada tarde da noite). Se você ainda não viu, vem aqui. Só fica a dica: Se pode dar errado, meu xuxu, vai dar. O texto é só para vocês rirem um pouco nessa segunda e para explicar, de forma divertida, o motivo de não ter tido post do vídeo ontem, haha.

sábado, 7 de março de 2015

Dicas: Post-Its! (Atualizado)


Eu já fiz um post – um bom tempo atrás – contando um pouco sobre os post its que eu usava e alguns outros detalhes como preço e tal. Preciso contar para vocês: É o post mais visto da história do blog, sério. O post tem pouco mais de um ano e, mesmo assim, ainda recebe muitas visualizações diárias, por isso achei digno fazer um atualizado. Desde que fiz o primeiro post já comprei post its de outras marcas e já testei todos em vários tipos de livros diferentes, agora posso contar para vocês quais estragam os livros e quais não estragam de forma alguma, também posso falar quais são mais caros e quais são mais baratos. Vai ser muito amor em forma de post-it e de post! Eu já comentei aqui no blog que sou a lok dos post-its e sempre comento, também, que amo marcar meus livros (com cuidado), então espero que esse post seja útil para você, porque eu sei que é mega útil para mim!

Eu tenho três tipos diferentes desses adesivos (post-its, marcadores, indicadores ou como queira chamar, rs), não só de estilo, mas de marca também. Eu fiquei quase que um ano inteiro usando o mesmo (que é o que apareceu naquele primeiro post), mas esse ano acabei esquecendo o meu em uma viagem e comprei outros dois para testar, foi amor à primeira vista na papelaria, rs. Vou mostrar um por um em detalhes e vou contar quanto que eu paguei, onde achei, se é fácil de usar e se estragou ou não meus livros.


Esse post-it é o que eu mais usei até hoje e é o que apareceu naquele primeiro post. Ele é da marca Y.E.S. e custou R$7 em uma papelaria aqui da minha cidade. Fiz algumas pesquisas e é possível encontrar o pacotinho em outros lugares como a Saraiva. Cada pacotinho vem com 100 adesivos, sendo que temos cinco cores diferentes e cada cor tem vinte adesivos. Esses adesivos nunca estragaram nenhum livro e já testei em vários tipos diferentes de folhas. Testei tirar um pouco o adesivo de alguns dos livros que marquei no começo do ano passado e o livro continuou perfeito e sem perder a tinta do que estava escrito. Uma das coisas boas desse é que podemos usá-lo de marcador de página, porque é fininho e tem duas parte (tem foto disso naquele post antigo). Na minha opinião é muito bom e relativamente fácil de achar (já vi em outras cidades).


Esse foi o segundo que comprei (porque tinha esquecido os meus em casa) e achei na Saraiva MegaStore do Norte Shopping (no Rio). Esse é realmente da marca Post-It e o pacotinho custou R$13,21. Ele também está à venda no site da livraria, caso alguém queira é só clicar aqui. Cada embalagem vem com 140 adesivos, sendo que temos quatro cores diferentes e cada cor tem trinta e cinco adesivos. Até agora esse indicador não estragou nenhum livro e não tirou a tinta de nenhum, mas quando o assunto é praticidade, esse perde feio. Ele vem em um tipo de caixinha e é de um material bem duro. Não podemos, por exemplo, marcar a página que paramos com esses adesivos. Ah, outra coisa é que ele fica meio dobrado dentro dessa caixinha e, por isso, quando tiramos para colocá-lo no livro o adesivo fica com uma marca de 'dobrado'. Tirando isso, ele é realmente muito bom.


Esse último foi amor à primeira, à segunda e à terceira vista. Ele é da marca Spiral e eu o encontrei em uma loja física da Kalunga (no shopping de Juiz de Fora), o pacotinho custou R$10,50, mas também tem no site, para quem quiser. É só clicar aqui. Esse é o que vem com mais variedade de cores e com mais adesivos. São 200 unidades, sendo que temos oito cores diferentes e cada cor tem vinte e cinco adesivos. As cores são muito bonitas e muito fortes, mas infelizmente tenho algumas reclamações sobre esse (por mais que esteja usando-o direto e reto). Algumas das cores (roxo, rosa claro e azul claro) são tão fortes no adesivo que quando colocamos na página do livro elas tampam um pouco o escrito. Isso variou de livro para livro, mas em alguns ficou impossível de ler o que eu tinha marcado. Outra coisa que foi um problema sério é que, dependendo do tipo de papel, esse marcador estraga o livro. Testei em várias folhas diferentes e quando usei esse na folha mais simples (de um livro paper back) o adesivo tirou um pouco a tinta das frases. Nem precisou ficar muito tempo, percebi isso quando coloquei um adesivo torto e, na hora que tirei para colocar direitinho, vi a tinta preta grudada no adesivo. Tentei mostrar isso na foto, mas por conta da luz não sei se rolou. Tirando esses probleminhas, é um ótimo indicador. Uma coisa boa é que podemos usá-lo com marcador de livro, assim como o primeiro, e ele também é uma mini-régua.

É isso! Isso é tudo que eu tinha para falar sobre os meus marcadores. Se você conhecer algum outro de outra marca (ou até da mesma marca de algum que citei) comenta aqui em baixo o que acha, quanto custou e coisas do tipo, assim pode ajudar outras pessoas que estão procurando opções diferentes. Espero de verdade que tenham gostado e, caso tenham mais alguma dúvida, é só perguntar aqui nos comentários ou me mandar um email (brincandodeescritora@gmail.com).

quarta-feira, 4 de março de 2015

Na Estante: Maybe Someday


Eu não sei nem como começar essa resenha, porque eu senti tantas coisas diferentes lendo esse livro que é complicado escolher apenas um dos sentimento para começar a falar. Eu chorei de ter que fechar o livro para não manchar as páginas, eu ri de sentir aquela dor na barriga de tanto rir e eu sorri tanto que até doeu meu rosto. A Colleen se superou e eu achava que isso era meio impossível depois de ler Point of Retreat e Um Caso Perdido, mas ela conseguiu. Esse livro vai muito além das linhas escritas e isso cria uma experiência ridiculamente incrível. Algo que eu nunca tinha vivido e sentido com um livro e é algo que eu, pessoalmente, acho que todo mundo devia viver. O livro tem uma trilha sonora e não é uma qualquer, estamos falando de oito músicas inéditas que completam o livro. Eu usei tantos post its que, no meio da história, achei que ia acabar com a cartela inteira. São muito momentos que dão vontade de marcar e muitas falas que precisam ser lembradas. Eu não li em menos de um dia por alguns motivos (mas se juntar a horas que gastei lendo dá menos de 24h, haha), minha aulas voltaram, ou seja, estou te tendo que me controlar um pouco mais e, o motivo principal, foi também porque eu não queria que o livro acabasse. Eu estava – e ainda estou – muito ligada aos personagens e a ideia de ter que deixá-los de lado não parecia legal. Vamos lembrar aqui de uma vez que estamos falando de um New Adult e a história é muito pesada emocionalmente falando em alguns momentos (como os outros livros da autora). Aviso dado, vamos focar na resenha, não é? O livro recebeu cinco estrelas lá no skoob e, adivinha, um coração de favorito. ♡

O livro conta a história da Sydney, uma garota que tinha desafiado os pais para poder fazer o que ama na vida (música), mesmo sabendo que eles não ia mais pagar sua faculdade – pois queriam que ela fizesse direito. Ela não estava ligando para isso, afinal, ela faria o que ama e ainda ficaria com sua melhor amiga, Tori, e seu namorado, Hunter. Sem esquecer, é claro, do garoto que ficava tocando músicas lindas da varanda de frente para a dela. Ela não o conhece, mas sabe que toda noite ela parava ali para tocar e ela logo sentava, como quem não quer nada, para acompanhar cada melodia e, até mesmo, criar letras aleatórias para elas. A vida dela estava perfeita, estava. Ela descobriu que o seu namorado estava traindo-a com sua melhor amiga e colega de casa. É claro que ela teve a única reação possível para isso, distribuiu alguns socos aqui e ali e, com a mão muito dolorida, saiu de casa sem rumo. Não podemos deixar de falar que tudo isso aconteceu no dia do aniversário dela. E, como toda boa história dramática, estava chovendo muito naquele dia. Ela estava lá com duas malas, na chuva e juntando a dignidade que tinha restado. É aí que aparece a solução para tudo isso. O garoto da varanda, Ridge. 

"Well, you claim not to know me very well, but you seem 
to know me better than I know myself." - Página 84

Não era só ela que ficava vendo o garoto tocar, ele também ficava observado-a. E, um pouco antes de toda a confusão, eles começaram a trocar mensagens sobre as músicas. Foi assim que, quando tudo deu errado, ele estava lá para tentar fazer voltar a dar certo. Um dos quartos da casa dele estava vago e Syd vê que é a única opção que ela tem, afinal, voltar chorando para casa dos pais não estava na lista de escolhas. Ele mora com outras duas pessoas, Warren e Bridgette, e eles fariam um trato. Ela poderia ficar, sem problemas, desde que ela o ajudasse com as músicas. Ele sempre tinha ideias para as melodias, mas estava preso quando o assunto era colocar letras nelas. Era aí que Syd entrava. Só tinha duas coisas que ela não esperava nisso tudo, Ridge é surdo e tem uma namorada. Como alguém que não consegue escutar consegue criar melodias tão lindas? É uma das primeiras coisas que ela pensa, mas aos poucos ela vai vendo que é possível sentir e escutar sem precisar dos ouvidos para isso. Eles não precisam falar/escutar para entender o que o outro está sentido, as letras que escrevem fazem isso por eles. Cada letra que eles colocam nas músicas transmite muito mais significado do que qualquer outra coisa. A ligação que eles criaram é bem mais forte que o esperado e é isso que transforma a vida deles numa enorme bagunça. Afinal, Ridge nunca largaria sua namorada e Syd não queria virar uma Tori da vida. Eles eram melhor que isso. Não é?

"I realize there can't be a maybe someday between us. 
There will never be a maybe someday." - Página 131

Eu não sei como explicar a Sydney e o Ridge para vocês. Eles são personagens tão diferentes de tudo que eu já tinha lido que fica um pouco complicado para o meu lado. Syd passa por poucas e boas durante toda a história, mas ela nunca deixa de fazer as coisas que acredita e entende que não é porque o coração dela foi partido que ela precisa partir o de alguém. Ela tenta pregar peças nos colegas de casa, mas acaba estragando tudo. Ela sabe o que falar e quando falar, até mesmo quando a pessoa do outro lado não consegue escutar. Ridge, ah, Ridge. Em alguns momentos eu queria matar o personagem, mas em outros (muitos) momentos eu tinha vontade de abraçar o livro quando ele falava (= digitava ou escrevia) alguma coisa. Os dois personagens principais (que narram o livro juntos) sabiam que eram perfeitos um para o outro, mas, ao mesmo tempo, também sabiam que a vida deles não era perfeita para eles. Warren é um amigo para todas as horas (mesmo quando ela começa a falar besteira) e, por mais que em um determinado momento eu tenha falado muitas palavras feias para ele, não tem como não amá-lo. Sim, é isso mesmo que entendeu, eu briguei com um personagem dentro do livro. Continuando, rs. Outra personagem que merece destaque é a Maggie, a namorada de Ridge. Você quer odiá-la, mas não consegue. Não consegue porque ela é um amor de pessoa e isso te dá mais raiva ainda. 

Colleen, eu te amo, mas se eu te encontrar um dia eu vou te bater muito, depois vou abraçar, pedir desculpas e chorar muito. Ah, vou pedir foto e autógrafo, é claro. Isso se o segurança já não tiver me mandado para fora no começo da brincadeira. Colleen, isso não se faz com os leitores (mentira, pode continuar fazendo, tô querendo ler até a sua lista de compras do supermecado). O melhor desse livro é a experiência que ele cria. Toda vez que os personagens completam uma música (que descreve tudo que eles estão vivendo) nós conseguimos ouvir a música, porque o livro vem com um QR Code que nos leva diretamente para as músicas na ordem em que elas aparecem. Eu não vi as letras nem ouvi as músicas antes do tempo certo e foi isso que deixou tudo ainda mais mágico. Eu pude sentir o que eles estavam sentido e no momento em que eles estavam sentido isso. Tudo por conta de uma música, ou melhor, de oito músicas. É algo inovador e que vai muito além da experiência de simplesmente sentar para ler um livro, você se sente totalmente parte da história. Acho que foi por isso que me liguei tanto aos personagens e fiquei tão emotiva. Minha música favorita do livro é a "I'm in Trouble", então, quando estiver lendo e chegar nessa, lembre de mim! Se você gosta de livros bons (simples assim) precisa ler esse livro para ontem. Infelizmente ele só está disponível em inglês, mas está relativamente tranquilo e com poucas gírias. Acredito que não demore para vir para o Brasil, porque é um livro maravilhoso e eu indico mil vezes. Leiam.

Maybe Someday (Resenha em Vídeo)
Autora: Colleen Hoover
Editora: Atria
Páginas: 267
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

terça-feira, 3 de março de 2015

Enrolando? Eu? Imagina!


Sabe quando você tem uma coisa muito chata para fazer e começa a achar outras coisas – algumas até que, normalmente, são chatas – mais legais? Seja um trabalho da escola ou da faculdade, uma louça gigante te esperando na pia, um cômodo esperando para ser limpo, um livro que não está te agradando ou até mesmo um evento que você nem está assim tão animado para ir. É sério, do nada tudo a sua volta parece muito mais interessante e único que o que você precisa fazer. Digamos assim, hipoteticamente falando, que você tem um resumo para terminar, mas o texto está bem chato e você não está conseguindo se concentrar, mas você sabe que precisa terminar. No momento que você levanta a cabeça para respirar um pouco (de ar livre de texto chato) você percebe um pouco de pó na sua estante. O que é mais importante? Limpar o pó na estante, que pode muito bem esperar, ou terminar de fazer o resumo? É claro que é limpar o pó, ou pelo menos é o que a sua cabeça faz você acreditar. Quando você se dá conta do que está fazendo já tirou todos os livros da sua estante e está limpando um por um com um paninho delicado. Ok, você pensa, nem deve levar muito tempo. Aí você acorda do transe, mais uma vez, e percebe que agora está arrumando a estante pela ordem alfabética das editoras. Isso é errado, muito errado. Eu devia estar escrevendo um resumo e, espera, como que um livro da Editora Atria está atrás de um da Editora Fundamento? Está errado, meu Deus, tudo errado! Preciso arrumar essa prateleira de novo. Ok, eu nem tinha nada para fazer mesmo... Ah. Meu. Deus! O resumo. O que eu estou fazendo? Quem eu estou enganando? Ok, a estante fica para depois. Não, se eu comecei, preciso terminar, mas depois eu vou voltar para o resumo e só paro quando escrever o último ponto final. Estante pronta, hora de voltar o foco para o que é certo, né? Não.

Respira fundo, hora de voltar para o texto. Onde eu estava mesmo? Não lembro e parece que ainda não li nada disso. Vou ter que voltar para o começo, que ódio. Porque dezesseis páginas de um livro passam tão rapidamente e exatamente dezesseis páginas de um texto de faculdade demoram tanto para passar? Isso faz parte de alguma lei da física, porque, assim, sou de humanas e não entendo essas coisas. Ok, como eu parei na quinta linha do texto se eu não lembro o que as outras quatro falam? Já sei, preciso é tomar uma banho. Vai me relaxar e eu vou conseguir ler isso em dois minutos. Como eu não tinha pensado nisso antes? Hora do banho! Meu Deus, o banheiro está tão bagunçado. Será que tenho tempo para arrumar essa pia? Claro que tenho, não vai levar nem um minuto e já estou entrando no banho e... Terminei. Viu? Só levou... Uma hora? Como assim eu fiquei uma hora dentro desse banheiro? Por algum acaso meu box virou uma máquina do tempo? O texto! Ah, como sou tola. Essa hora já passou, preciso voltar logo para aquele texto. Primeira linha... Segunda linha... Quarta página... Quinta página... Quinta página... Quinta página... Eu estou dormindo? Acorda! Hey, cérebro não tinha uma outra hora para ficar com sono não? Isso está virando uma palhaçada. Já sei! Café. Como não tinha pensando ainda naquele líquido dos deuses que, magicamente, te acorda? Se eu podia estar lendo enquanto espero a água ferver? Claro... Que não. Olha essa louça, como eu estava conseguindo viver sabendo que tinha essa pilha de louça aqui na pia? Tudo limpo, café pronto e lá se foi mais uma hora. Hora de voltar para o quarto e... Aquele ali é o meu CD do The Sims? Acabou. É isso, eu não tenho jeito. Preciso esquecer de tudo, eu disse tudo. Já tomei duas xícaras de café, se isso não me segurar nada mais segura. Onde estava mesmo? Quinta página? Acho que não li nada disso, vamos voltar para a quarta que fica tudo bem. Sexta página... Oitava página... Décima página... Nossa, minha unha está horrível. Será que consigo fazer a unha e ler ao mesmo tempo? Claro... Que sim. Perfeito, esse azul é lindo. Agora sim minha unha está apresentável. Não consegui ler, ou eu concentrava na unha ou na página, mas agora terminei e vai ficar tudo bem. Ou não. Minha unha ainda não secou, acho que vou ver algum vídeo no youtube enquanto espero. Gente, quantos dias fiquei fora? Como assim que todos os canais que sou inscrita resolveram postar vídeo hoje. Vou assistir só um, depois vejo os outros e... Estou vendo o quinto seguido. 

Para! Para tudo! Para! Eu disse PARA! Sua unha já está seca, você já tomou café e arrumou a cozinha, sem esquecer que tomou banho e arrumou o banheiro também e, é claro, a estante agora está arrumada pela ordem alfabética das editoras. Já deu. Volta agora para o texto e escreva já seu resumo. Essa é a minha consciência falando, nossa, bem que eu podia ter um Grilo Falante, tipo o Pinóquio, né? Foco! Ok, só vou olhar as horas no meu celular e... Olha, alguém postou uma foto nova no instagram e no snapchat. Isso é uma notificação nova no meu facebook? Preciso ver. Não precisa nada não! Gritou a consciência. Espera, minha consciência não fala assim, sera que estou falando sozinha e ainda ouvindo vozes? Isso não parece bom. O texto, criatura, leia o texto! A consciência grita mais uma vez. Ok, estou maluca de vez, mas se já sou um caso perdido vou, pelo menos, ser um caso perdido com um diploma, vamos ler o texto e... Um Caso Perdido. Esse livro é tão maravilho, mas estou gostando mais de Maybe Someday, que é da mesma autora, sabe? Foca na porcaria do texto, menina! A voz grita mais uma vez na minha cabeça. Ok, consciência querida do meu coração, já entendi. Página onze... Treze... Dezesseis e terminei. Agora preciso escrever o resumo e... Terminei. Era isso? Só isso? Porque não fiz de uma vez? Meu Deus, preciso aprender a enrolar menos. Eu podia ter terminado isso umas três horas atrás.

Esse texto pode (ou não!) ter sido escrito enquanto eu enrolava para escrever um resumo de um texto da faculdade de – adivinha – dezesseis páginas, rs.

domingo, 1 de março de 2015

Leituras do Mês + Book Haul | Fevereiro


Ai. Meu. Deus! Não é fácil acreditar que já estamos em março, tipo assim, eu podia jurar que o natal tinha sido ontem, o que está acontecendo com o mundo? Ok, vamos deixar meus dramas de lado, pelo menos por hoje, né? Vamos focar no que importa: eu li sete livros em fevereiro. Eu fiquei tão orgulhosa e tão feliz que nem sei explicar. Fazia um bom tempo que eu não lia mais de quatro/cinco num mês e eu quero de verdade conseguir manter esse ritmo (mas agora vem a prova de fogo, rs porque meu trabalho vai voltar e a faculdade já voltou). O que ajudou muito nessa brincadeira foram as parcerias que o blog conseguiu esse ano. Ano passado eu tinha uma editora parceira e esse ano estamos com três! Eu sou muito grata por cada parceria que o blog conseguiu e muito grata por vocês! Sem os melhores leitores do mundo o blog não seria nada, de verdade. Então, obrigada. Ok, vamos focar, Izabela? No vídeo eu vou mostrar um poucos dos cinco livros que recebi esse mês e vou contar um pouco sobre eles e mais outros dois que eu também li (mas que já tinha aqui em casa, rs). Ah, não esquece de, depois que vir o vídeo, comentar aqui no blog ou lá no canal do youtube qual dos sete livros você quer ver resenhado lá no canal. Lembrando que, todos os livros que estão aí em cima na foto (e no vídeo, rs) já foram resenhados em detalhes aqui no blog. Comenta também se você já leu algum desses e o que achou! Se não leu nenhum, será que ficou com vontade de algum? Espero que goste do vídeo! =)


Se gostou, não esquece de deixar aquele like lá no youtube, porque me ajuda de verdade (o dislike também ajuda, mas não é tão legal haha) e se ainda não está inscrito, clica aqui. Juro que é fácil, simples e prático. Acho que todos os recados que eu precisava dar já apareceram ali em cima, então é só isso, rs. 

Menina de Vinte (★★★★★): http://goo.gl/XShIzq
Fifty Shades of Grey (★★★★): http://goo.gl/e9hxnV
Sempre Foi Você (★★★★★): http://goo.gl/rCwbn5
Minha Vida Daria um Filme (★★★★★): http://goo.gl/unScQs
True (★★★★★ - ♥): http://goo.gl/lIOO4N
Geek Girl (★★★★★): http://goo.gl/lS7K5p
Meia-Noite na Austenlândia (★★★★★): http://goo.gl/LaSB9q