segunda-feira, 30 de maio de 2016

Na Estante: Dama da Meia-Noite


Faz um bom tempo que quero ler algo da autora, mas sempre fiquei com muita preguiça, afinal, são muitos livros (culpada, rs) e o preço também nunca ajudava. Já tinha visto filmes e séries que se passavam no mundo que ela criou e tudo me deixava com mais vontade de ler, mas a vida (sabe como é, rs) nunca ajudava (mais uma vez). Foi aí que eu recebi esse livro e todas as minhas desculpas acabaram (e, para ajudar, uma amigo meu já tinha me convencido de que eu precisava ler e ponto, rs). Ele é o começo de uma nova série e, por mais que se passe no mesmo universo, é totalmente possível lê-lo sem ter lido todas as outras histórias. Inclusive, acho que a autora tomou muito cuidado para que isso fosse um fato e eu amei isso logo de cara. O livro ganhou cinco lindas estrelinhas e me deixou apaixonada por esse mundo (literalmente) novo. Quer conhecer um pouco mais sobre o livro? Vou dar meu melhor, mas resolvi não contar muitos detalhes do que li e sim focar mais no que achei, isso porque não sei o que é spoiler das outras séries e não quero estragar a leitura de ninguém (de nada, rs).

Emma é uma guerreira, ou melhor, uma caçadora de sombras. Ela sempre foi e o maior foco de sua vida é descobrir quem matou seus pais. O mundo em que ela vive tem uma teoria sobre o acontecimento, mas ela sente que foi algo bem além. Ela não tinha muito apoio nessa busca, por mais que tivesse sido muito bem acolhida por uma família, porque ia contra muitas das regras que tinha que obedecer, mas fica muito complicado de ignorar os fatos quando seres do mesmo mundo começam a aparecer mortos e com marcas muito parecidas com as que os pais dela tinham quando foram achados. A cada segredo que é revelado, um novo aparece e consegue mudar drasticamente o rumo das coisas. 

"É um fardo pesado a se carregar, esse segredo." - Página 408

Amei o fato de que a autora conseguiu me surpreender com as viradas na escrita dela, isso tem sido bem raro nos livros que leio. Sobre os personagens, bom, todos eram relativamente novos para mim, claro, um ou outro (que era citado) eu já conhecia por conta do filme/série ou por conta de algum amigo, mas de forma geral tudo foi muito novo e eu fiquei em choque com como a autora consegue dar profundidade para todos os personagens que escreve. Adorei, principalmente, toda a loucura de Julian e Emma, afinal, toda essa coisa de parabatai (um melhor amigo e parceiro de batalha, de um jeito bem extremo) era nova para mim. E a Emma de forma geral, tive ataques com o tipo de humor dela, sério, eu ria de forma exageradamente gostosa com as falas dela.

Me confundi um pouco com os nomes no capítulo extra, mas isso é só por eu ser lerda mesmo, acredito eu. No geral, se para mim, que não sabia nada sobre esse mundo, o livro já foi de pirar a cabeça, imagino que para quem conhece de cabo a rabo vai ser ainda mais fantástico. O livro é realmente gigante, mas só fui me dar conta do tamanho dele quando já tinha passado da metade. Indico para quem nunca leu nada da autora, assim vai se apaixonar como eu. Indico também para quem já leu, porque acredito que deva ser demais.

Dama da Meia-Noite
Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera
Páginas: 574
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

sábado, 21 de maio de 2016

Um Texto Aleatório e Totalmente Perdido


Não, eu definitivamente não desisti de compartilhar com vocês as minhas histórias. Na verdade, cada dia que passa eu tenho é mais vontade de dividir os personagens que escrevo com o mundo, mas se tem uma coisa que eu aprendi nesses últimos tempos, é que ser adulta é uma grande cilada (haha). O Peter Pan estava certo e o pior é que eu sabia disso desde o começo. Não é fácil ser adulta, tomar decisões que vão mudar toda a nossa vida, trabalhar, pagar contas e todas as outras coisas que vêm nesse pacote. E olha que eu nem sabia que já era adulta de verdade (mesmo sabendo que em menos de um mês vou fazer vinte e dois anos). Como disse, o menino da terra do nunca estava realmente certo, mas, ao mesmo tempo, estava muito errado. Eu não tenho tido tempo para escrever, entre meu trabalho como professora, o meu trabalho como blogueira literária, meu último semestre na faculdade e, claro, as minhas horas de sono (haha) eu tenho ficado bem perdida. Eu nunca me senti tão adulta e, ao mesmo tempo, tão perdida como estou agora. Já escrevi um texto (exatamente um ano atrás) sobre ouvir várias e várias pessoas perguntando sobre meu futuro, bom, isso realmente não me incomoda mais, mas o que não tem saído da minha cabeça é o fato de que eu mesma tenho me perguntado isso o tempo todo e isso sim me incomoda demais.

Vocês sabem, são meus amigos e eu achei que a melhor forma de tentar entender como é que eu fui ficar tão perdida assim era escrevendo sobre isso, no final, sempre funciona assim comigo. Sem esquecer, é claro, que no começo de tudo isso eu criei o blog exatamente para colocar minhas aleatoriedades (essa palavra existe?) para fora, rs. Eu acho que esse texto, no final das contas, acaba sendo mais um pedido de desculpas do que realmente uma explicação. Eu sei que estou sumida, seja quando o assunto é dar mais novidades sobre meus livros ou, até mesmo, postar mais aqui no blog, mas, meu Deus, não está sendo fácil. Esse é o primeiro passo, eu acho. Perceber, sem sofrer, que nada na vida é fácil (e uma personagem minha, a Vi de A Noite das Garotas, já tinha me alertado sobre isso). Por outro lado, esse texto é para eu me entender melhor e, até mesmo, quem sabe ajudar alguém que está como eu (ou pior, vai saber hahaha).

Sempre que escrevo esses textos tudo fica melhor. Eles acabam quase sem sentido, afinal, começo com um foco e quando vejo já estou falando coisas completamente aleatórias, mas acho que é porque, como disse antes, é uma conversa entre amigos que estamos tendo aqui. Eu realmente ainda não tenho um pingo de ideia do que vai ser de mim (vejam como consigo ser dramática quando quero, rs) depois do meio do ano, mas sei que o que quer que aconteça vai ser a minha escolha. Porque, pelo que estou entendendo aos poucos, isso sim é ser adulta. Fazer escolhas. Pagar contas, trabalhar e todas essas outras coisas chatas também fazem parte, mas isso faz parte da vida toda, não só do agora. Ser adulto mesmo é perceber que por mais disneymaníaca que uma pessoa seja, a terra do nunca não é para sempre e decisões não são fáceis, mas que não temos que fazê-las sozinhas e muito menos sofrer com isso.

Se eu vou arranjar um emprego quando eu sair da faculdade (o meu atual é ligado ao meu curso, por isso vou estar oficialmente sem emprego no meio do ano, olha o drama aí de novo, rs) ou se eu vou voltar para minha cidade natal (ou o conjunto da obra) ainda é um mistério, mas seja lá o que eu fizer, só não quero me sentir perdida no meio disso (ainda mais por que não vai ter o Ian, do livro da Carina Rissi, no meio da história hahaha). E se você, que está lendo meus blá-blá-blás de hoje está passando por isso também, respira fundo. Veja uma série no netflix (estou vendo Jane The Virgin e adorando, fica a dica, rs), saia com seus amigos, aproveite até mesmo o fato de estar perdido, porque até isso, pelo jeito, faz parte. Ah, e desde cedo eu avisei que teria muita coisa sem sentido, mas final, que conversa entre amigos tem total sentido? rs ♥

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Na Estante: Mentira Perfeita


Nem preciso lembrar vocês que quando o assunto é Carina Rissi eu dou alok não é mesmo? Sério, sou apaixonada por tudo que ela escreve e, atualmente, ela é uma das minhas autoras favoritas (isso se não for A favorita). O que me fez pirar ainda mais ao receber um recado dela via vídeo (graças à amiga mais fod@ do planeta, a Bruna) esse final de semana. Enfim, vamos focar, não é mesmo? rs Eu já sabia que ia gostar do livro, afinal, estamos falando de uma continuação (com um gostinho de spin-off) de Procura-se uma Marido. Um livro ultra-mega divertido cheio de personagens marcantes e é exatamente por isso que a certeza era tão grande. Eu já conhecia o mais novo protagonista e estava maluca para conhecê-lo ainda mais de perto (e em detalhes!). Você consegue, sem problemas, ler esse livro sem ter lido o primeiro, mas isso acaba tirando toda a graça do primeiro e como eu sei que você vai ficar com muita vontade de lê-lo, bom, leia na ordem certa, porque os dois livros valem mais que muito a pena. O livro, como já era de se esperar, ganhou cinco lindas estrelas lá no skoob e um coração de favorito. Agora vamos focar na resenha (e é legal lembrar que, caso não tenha lido o outro livro, pode considerar uma coisa ou outra como spoiler aqui).

Júlia e uma garota brilhante com um QI assustadoramente alto. Sempre se esforçou muito para deixar sua tia Berê, que foi quem a criou, orgulhosa e decidiu que sua vida pessoal podia muito bem ficar em segundo plano, afinal, sua carreira e sua família viriam sempre na frente de tudo. O que ela não esperava e, muito menos, imaginava era que sua tia estava muito doente e que poderia estar passando pelos seus últimos dias de vida. Só tinha uma coisa que Berê queria antes de partir, ver sua sobrinha, que criou como filha, se casando. E é aí que Júlia, com a ajuda de um melhor amigo maluco, o Dênis, conta para sua tia que ela está namorando e que acredita que muito em breve seria até mesmo pedida em casamento. O fato (problema) era que história romântica era a força que Berê precisava e, milagrosamente, o quadro dela melhora de uma hora para outra. Ela ainda corria um risco sério de saúde, mas podia voltar para casa e viver quase normalmente. Ela só queria uma coisa, conhecer o namorado perfeito da sobrinha. Sim, o que não existe.

"- (...) Então, quando vou conhecê-lo?
Assim que eu conhecer, eu quis dizer."
Página 20

E é aí que entra Marcus, o irmão cínico, mulherengo e ridiculamente lindo de Max (o protagonista do primeiro livro). Ele precisava urgentemente de alguém para se passar de ajudante na casa dele, para mostrar aos pais que podia sim se virar sozinho, e viu nessa loucura que Júlia estava passando uma oportunidade. Ela seria a pessoa que ele precisava e ele seria o namorado perfeito, no final das contas eles tinham uma mentira perfeita, ou quase isso. Afinal, Júlia sabia que se aproximar de Marcus era burrice, todo aquele QI dela apontava para correr para as colinas sem nem olhar para trás, mas ela precisava dele e ele, dela. Entre novas mentiras que vão aparecendo e um casamento que já foi até mesmo marcado, os dois precisam lidar com tudo isso e ainda vários outros problemas na vida e no trabalho. Ninguém disse que era fácil seguir com uma mentira, por mais perfeita que ela seja.

"Eu não quero incomodar ninguém além de você." - Página 253

Marcus é meu amorzinho. Sério, eu já tinha me apaixonado pelo personagem quando ele apareceu no livro do irmão (e até cheguei a comentar isso na resenha), ou seja, estava maluca para conhecê-lo melhor. Por de baixo de toda a loucura e cara de forte dele, na verdade, temos um personagem delicado que faz você se apaixonar mais e mais a cada página. Júlia é fantástica. Ela é muito inteligente quando o assunto é lógico, mas ela é totalmente lerda na vida e isso deixa o livro ainda mais gostoso, principalmente porque me identifiquei com ela em muitas das burradas, rs. Adorei rever os personagens antigos e amei conhecer os novos. Principalmente o Dênis e a Tia Berê. Já quero mais uns cinco livros se passando no universo dessa história, ok? Ok.

O livro é um chick-lit bem leve, divertido e apaixonante. A tia da personagem principal é louca por filmes clássicos de romance e é isso que vamos vivendo durante a leitura, o que sentimos com esse tipo de filme. Torcemos pelos personagens, sofremos com eles e comemoramos o felizes para sempre (do jeito deles). Eu ri de passar mal e, realmente, fiquei com medo de ter algum vizinho vindo reclamar das minhas risadas. No começo estava com um pouco de medo do livro ser apenas uma cópia do primeiro, afinal, a história segue o mesmo caminho, mas é algo completamente novo e fantástico. Como sempre, Carina entregou bem mais que o esperado, que já era muito. 

Mentira Perfeita
Autora: Carina Rissi
Editora: Verus
Páginas: 461
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Desafiando a Gravidade


Quem me acompanha no snapchat (bellslopesbde) e no instagram já viu o que vou contar por aqui, mas o fato é que precisava compartilhar mais essa realização com vocês. Como já disse, algumas muitas vezes, vocês são meus amigos e coisas boas precisam ser compartilhadas, não é mesmo? Sempre sonhei em ver um musical ao vivo, não é segredo que sou mega-ultra-blaster fã desse estilo de filme/peça e a Broadway é um sonho antigo. Ainda não conheci New York, ah, mas está nos planos, rs. Já tinha visto alguns musicais nas minhas idas à Disney e, por mais que sejam nível broadway, eu ainda não tinha visto algo em um teatro mesmo (alok) e eu já tinha até mesmo uma lista de peças que queria muito ver. Bem no topo dessa lista estava Wicked, um musical (baseado em um livro) que conta a história por trás da história (já famosa) do Mágico de OZ. Como a bruxa má virou má? De onde veio a bruxa boa? E o homem de lata? Enfim, eu conhecia a ideia da peça e até mesmo algumas da músicas e é exatamente aí que meu sonho começou e é para isso que estou aqui hoje.

Mais ou menos seis anos atrás, eu vi um episódio de Glee em que alguns personagens cantavam uma música bem difícil, mas ao mesmo tempo muito linda e emocionante. A música em questão era Defying Gravity. É claro que eu fui atrás de tudo sobre a música e logo descobri que ela fazia parte de um musical muito famoso, Wicked. Sério, o musical é uma febre nos EUA e quem não viu, assim como eu na época, sonha em ver. Claro que passei um bom tempo vendo vários vídeos da peça no youtube e assim seguiu pelos seis anos. Eu até mesmo já sabia algumas das músicas (em inglês) de cor. O sonho parecia muito distante e, às vezes, até mesmo impossível, afinal, para poder ver a peça eu teria que parar na Broadway (ou em Londres) e isso só complicava as coisas ainda mais. Mas vocês me conhecem, não é? Continue sonhando, sempre.

No começo do ano as propagandas começaram a pipocar no facebook, a peça estava confirmadíssima aqui no Brasil e teria todo o apoio e aparatos da Broadway. Pensa em uma pessoa pirando. Sério, eu saí marcando Deus e o mundo nos posts sobre isso, afinal, queria todo mundo vendo a notícia e, mais que isso, queria uma companhia para fazer essa loucura (a peça só estaria em cartaz em São Paulo). Sério, eu passei uns dois meses marcando minhas amigas e minha mãe nos posts oficiais da peça, foi muita loucura da minha parte e sou grata por ninguém ter me matado por isso, rs. E aí veio a notícia que me lembrou que sonhos são feitos para virar realidade. Minha mãe (e algumas amigas dela) compraram os ingressos (sem me contar!) e nós iríamos comemorar o aniversário da minha mãe vendo a peça. Foi a surpresa mais linda do planeta. Eu só soube que iríamos depois que tudo estava pronto e meu coração cresceu três vezes de tamanho, era amor demais. Coloquei para contar os dias no meu celular, comecei a acompanhar as atrizes no insta e snap e evitei ao máximo ver os vídeos que já haviam sido divulgados da peça daqui. 

Quando o final de semana da viagem chegou, foi uma verdadeira loucura. Eu tive que viajar muito alok para isso tudo acontecer, mas, bom, é claro que não me arrependo de nada. Tive que ir da minha cidade para a cidade dos meus pais na sexta (porque a passagem de onde eu moro para SP é um roubo e a viagem demora uma vida, valeu bem mais a pena a loucura que fiz). Aí na sexta fomos de van (o grupo todo) da cidade dos meus pais para São Paulo. A viagem em si já foi um grande presente, aproveitei horrores, ri muito e ainda tomei um frappuccino maior que a minha cabeça (minha bebida favorita). E aí teve a peça, é claro. Eu estava ansiosíssima. O palco era gigante e a estrutura me deixou sem palavras. Durantes as três horas de apresentação eu fiquei variando entre estar boquiaberta e estar chorando (ou o conjunto da obra). Era tudo tão magnífico, grande, brilhante e único que eu estava vivendo um sonho, literalmente.

A peça em si ficou com um gostinho brasileiro único, piadas com um timing maravilhoso e coreografias de deixar qualquer um sem fala (imagina uma ex-bailarina!). As músicas. Meu Deus do céu, as músicas. As adaptações ficaram maravilhosas e se encaixaram perfeitamente na peça e em toda a história. Ah, a história. É tipo assim, fora de série. Nunca mais vou ver O Mágico de OZ da mesma forma. Fiquei apaixonada pela história da Elphaba e da G(a)linda. Conhecemos uma Oz completamente nova e com muito sentido, vemos de onde cada personagem veio e como cada coisa aconteceu na história já conhecida. Até mesmo como a Dorothy foi parar lá tem uma explicação. E, é claro, teve Desafiar a Gravidade (Defying Gravity). Era o que eu mais estava esperando e é a música que fecha o primeiro ato. Uma palavra para definir? UAU.

Eu saí da peça flutuando (ainda mais porque ganhei, também de surpresa) a blusa oficial de presente da minha mãe e tive mais alguns ataques. Já saí planejando que precisava ver de novo e, sim, está nos meus planos isso, rs. A loucura seguiu comigo no resto do final de semana, porque no domingo cedo saímos de SP e seguimos para a cidade dos meus pais. Dormi por lá, mas segunda pela manhã (seis da manhã, para ser tristemente exata) já estava no busão voltando para casa. E já cheguei indo trabalhar, rs. Enfim, a história das bruxinhas de OZ me tocou de um jeito maravilhoso e, até mesmo, me fez pensar sobre muitas coisas (ganhei o livro de presente e em breve ele deve aparecer por aqui). Sem esquecer, é claro, que mais uma vez vivi um sonho e, ainda por cima, desafiei a gravidade (haha). Continue sonhando, sempre e sempre.

sábado, 7 de maio de 2016

Minha Segunda Tatuagem: Keep Dreaming


Já faz duas semanas que fiz a minha segunda tatuagem (essa foto foi tirada dois dias depois que fiz) e achei que já estava na hora de contar tudo nos maiores detalhes para vocês. Desde que fiz a minha primeira tatuagem (três anos atrás), eu já estava com essa nova na cabeça, esperei um bom tempo para ter certeza de que era algo que eu queria, afinal, tatuagem é algo que fica para sempre no nosso corpo e precisa ser muito bem pensado. O fato é que desde o ano passado eu já tinha percebido que queria mesmo, mas ficava sempre enrolando, até que duas semanas atrás eu tomei coragem, marquei e fiz. De começo, mais ou menos três anos atrás, a ideia era tatuar a palavra dreamer, que significa sonhadora. Acredito que é o que mais me define, mas, ao mesmo tempo, não tinha muita certeza se queria passar essa ideia com essa palavra. Escrevi a palavra em vários tipo de letras diferentes e fiquei salvando no computador, mas, mesmo assim, ainda estava sem certeza alguma. Foi aí que, mais ou menos dois anos atrás, eu comecei a escrever no final dos emails, cartas e afins (que mandava para as minhas amigas e para os leitores aqui no blog) keep dreaming (continue sonhando). Quando eu me dei conta disso percebi que aquilo sim me definia muito bem. Passei a escrever essa frase com fontes e estilos diferentes para poder escolher como queria e logo percebi que não tinha mais dúvidas (btw, essa é a fonte que escolhi). Aí escolhi o lugar também, que é o pulso direito.

Já teve gente me falando (porque aparentemente cuidar da vida dos outros ainda é algo normal, por mais besta que seja isso) que eu devia ter escrito algo sobre acreditar ou fazer e não sobre sonhar, mas o fato é que, em primeiro lugar, a tatuagem é minha (hahaha) e, em segundo lugar, sonhar, para mim, já carrega toda essa coisa de acreditar e realizar. Desde que me entendo por gente sonho o tempo todo e, quando sonho, não deixo apenas nos planos, eu faço de tudo para que vire realidade e acredito com toda a fé que tenho.  É isso que essa tatuagem significa para mim, continuar sonhando, fazendo e acreditando. Sem esquecer, é claro, de todo o peso que a Disney tem nessa história. Ah, tem muito de vocês, leitores, nela também. Afinal, eu tive total certeza de que faria a frase quando o meu primeiro conto entrou para os mais vendidos/baixados da amazon. Vocês me lembram que é possível sonhar e realizar, assim como o Walt Disney. ♥


Além de fazer essa tatuagem, eu aproveitei que já ia estar lá, e o tatuador também (rs), para retocar a minha primeira. Ela estava muito bem, obrigada, mas o meio dela estava bem apagado (sério, a letra N já nem dava para ver muito bem de perto) e eu já resolveria duas coisas de uma vez só. O que eu não sabia era que retocar uma tatuagem iria doer muito mais do que fazer uma, rs. Isso tudo é muito relativo e muda de pessoa para pessoa, mas o fato é que não senti dor (insuportável) enquanto fazia os escritos, tanto da primeira vez lá em 2013 quanto agora, mas na hora de retocar eu prendi até a respiração, rs. Claro, não é algo bobo também, afinal, estamos machucando a nossa pele (tatuagem, no final das contas, é uma cicatriz colorida), mas acho que exatamente por isso retocar doeu bem mais que fazer. Enfim, fazer a tatuagem nova e retocar a antiga levou menos de quinze minutos e valeu muito para mim. O chato é só ter que ficar passando a pomada e tomar todos os cuidados, mas a gente vai levando, rs. Eu já até tinha feito um post inteiro sobre isso, a dor, a cicatrização e tudo mais. Nada mudou e, até mesmo, foi muito útil lembrar que é normal a tatuagem ficar bizarra enquanto cicatriza e blá-blá-blá. 

É isso! Essa é a minha segunda tatuagem, um lembrete para mim de que sonhos são possíveis e que devemos sempre e sempre continuar sonhando. Ah, e sim, eu já tinha até marcado a tatuagem no dia em que liberei o texto aqui no blog sobre continue sonhando, rs ( post foi ao ar dia 19 de abril e eu fiz a tatuagem dia 22 de abril) . No momento não tenho planos de fazer mais, as únicas que tinha realmente vontade de fazer, já fiz, então está tudo resolvido. Claro, nunca diga nunca, mas acho que, por enquanto, está mais do que bom, rs.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Na Estante: Maio de Segredos


Aqui estou eu, mais uma vez, para falar da maravilhosa série, da Aline Sant'Ana, De Janeiro a Janeiro. Para quem ainda não conhece, é uma série de contos que se passa cada um em um mês com personagens e histórias diferentes. Os contos não são ligados e você não precisa seguir uma ordem para poder lê-los, mas, se quiser, eu já resenhei aqui no blog os contos de Janeiro, Fevereiro, Março, Abril e agora estou resenhando o de Maio. Esse conto da vez recebeu quatro estrelas, mas isso não quer dizer, de forma alguma, que ele não seja bom. Eu só não consegui me conectar muito com os personagens e, como a história é bem densa, isso fez falta na história enquanto eu lia. Como sempre vou contar um pouco da história para vocês e, depois, me explicar melhor. Como é um conto, e esse é um pouco mais curto que os outros, não vou contar muitos detalhes, afinal, pode acabar virando um spoiler. Vamos lá.

Derek nasceu e foi criado no Brasil, mas quando estava no ensino médio acabou se mudando para Portugal, o país de origem do seu pai. Era o lugar perfeito para ele, uma vez que nunca tinha se sentido realmente feliz em solos brasileiros. Ele tinha um pouco de dificuldade com o sotaque de Lisboa, mas tinha amigos e ia muito bem na escola. A única coisa fora do comum em sua vida era a menina que ele amava sem ao menos saber o nome. Uma menina que estava sempre se escondendo pelos corredores do colégio e que conseguia esconder um mundo de segredos por trás dos olhos sem muito brilho. Leonor, a menina misteriosa, tinha realmente um mundo de segredos e isso a fazia se prender em um mundo só dela. Era difícil lidar com a realidade, afinal, ela era dura demais para ser vivida. O passado dela e os dramas que sua família, Castelo-Branco, havia vivido criaram cicatrizes permanentes em sua vida e seria preciso muito amor e coragem para mudar o seu destino. Derek aos poucos vai descobrindo o que realmente acontecia e tinha acontecido com Leonor e com todo o amor que sente por ela, que só cresce a cada segundo, decide que precisa salvá-la, afinal, ela já estava perdida. 

"Não sei se tinha escolha. 
Amá-la não era uma decisão; era uma condição."

Estamos falando de uma história e de um assunto muito delicado. Os problemas físicos e, até mesmo, psicológicos da personagem principal são complicadíssimos de se descrever. Aline fez, como sempre, um ótimo trabalho, mas, ao mesmo tempo, tudo ficou um pouco superficial demais. Lidar com sentimentos e dores profundas é algo muito delicado e afeta até mesmo como lemos a história, no meu caso, me senti um pouco mal com tudo que estava acontecendo, o que me afastou um pouco da história, No caso de Derek, gostei muito dele no começo, mas no meio do conto não estava mais dando conta da mania de príncipe encantado que ele tinha desenvolvido. Entendo, de verdade, que ele fez o certo e até mesmo da maneira certa, com alguns tropeços, é claro, mas a personalidade dele foi o que mais me afastou na leitura,

Meu conto favorito continua sendo o de março, mas não posso negar que esse é o mais tocante até agora. É preciso estar preparado para uma história como a de Leonor e Derek. No fim das contas é bom para lembrar que até nos momentos mais escuros da vida precisamos de pessoas que nos amam perto da gente e que, no final das contas, sempre tem aquela tal de luz no fim do túnel.

Maio de Segredos
Autora: Aline Sant'Ana
Editora: Charme
Páginas: 48
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